Parque Nacional da Peneda-Gerês: Um roteiro de 4 dias

Parque Nacional da Peneda-Gerês: Um roteiro de 4 dias por um dos maiores tesouros do nosso país. O Parque é um dos locais mais bonitos de Portugal e um verdadeiro paraíso para os amantes da natureza.

Desde pequena que já não ia visitar o Gerês e este ano tive a incrível oportunidade de o voltar a fazer. O Gerês é um dos maiores tesouros do nosso país, é um dos locais mais bonitos de Portugal e um verdadeiro paraíso para os amantes da natureza.

A minha viagem durou 4 dias, parti de Lisboa de carro por volta das 9h30 e cheguei ao hotel onde fiquei hospedada entre a 13h30/14h, sendo que tive de fazer algumas paragens pelo caminho.

Fiquei alojada no Tempus Hotel and SPA, localizado em Ponte da Barca. Este hotel, a cerca de 1h30 dos locais que visitei, foi perfeito para recuperar as energias destes dias incríveis. O quarto de hotel, tinha uma vista fantástica para a piscina e para a paisagem das montanhas em volta. A casa de banho, era bem equipada com um polibã de madeira, que tinha um chuveiro de massagens. O pequeno almoço foi sempre bastante bem serviço e fiquei surpreendida pela positiva pelas medidas de segurança implementadas.

Primeiro dia:

Soajo (Espigueiros – Poço Negro) e Sistelo

Depois da chegada ao Hotel, de colocar as malas no quarto e de almoçar (O almoço foi no Restaurante Pizzaria Tio Fredo, em Ponte da Barca. Aconselho bastante, não só pela segurança demonstrada, assim como pelo serviço e pela comida, que apesar de ser uma Pizzaria oferece um menu bastante diversificado e saboroso.) por volta das 16h, a tarde começou por uma visita ao Soajo.

O Soajo, situa-se no município de Arcos de Valdevez, e é conhecido pelas suas ruas estreitas, a calçada medieval e casas em granito.

  • Nesta localidade, tive a oportunidade de ver os conhecidos Espigueiros, uma das maiores atrações do local. No total existem 24 Espigueiros, todos em pedra, que serviam e alguns ainda servem para armazenar milho, colocados em sítios estrategicamente mais altos para que os animais não comam o sustento da população.
  • A poucos quilómetros dos Espigueiros, encontra-se o Poço Negro, um local perfeito para dar uns mergulhos. Este nome deriva da profundidade do mesmo e por ficar num lugar escondido, até do sol. A paragem na zona, faz-se à beira da estrada, por isso é necessário ter cuidado. Quando chegarem vai existir uma placa quase impercetível na estrada que indica Poço Negro, por isso têm de ter atenção. A descida é bastante ingreme, mas acaba por ser fácil pois é feita através de uma escadaria, mas tenham cuidado quando chegam à parte das pedras.

O Sistelo, conhecido por ser o Tibete Português, é uma das aldeias vencedoras das 7 Maravilhas de Portugal, também localizada em Arcos de Valdevez. O que torna a paisagem do Sistelo tão única são os socalcos esverdeados que permitem aumentar a superfície de cultivo.

  • Para terem uma perceção desta vista deslumbrante, visitem o miradouro da Estrica ou o miradouro do Chã da Armada (junto à estrada M1289).
  • Se tiverem mais tempo, fica aqui a sugestão para fazerem os Passadiços do Sistelo, um dos percursos pedestres mais emblemáticos do norte de Portugal, com apenas cerca de 2 km e de fácil acesso.

Segundo dia:

Miradouro do Fafião e Trilho das Sete Lagoas

  • Miradouro do Fafião (Miradouro Alto da Portela do Monte)

É na aldeia de Fafião, na freguesia de Cabril, em Montalegre que encontramos um dos miradouros mais populares, o Miradouro de Fafião. No topo de um bloco gigantesco de granito, ligado a outro rochedo por uma pequena ponte de ferro, o miradouro tem uma vista panorâmica e ampla sobre os vales que o rodeiam.

A chegada é bastante fácil e várias são as indicações presentes na aldeia. Contudo, quando chegam ao parque, podem ficar confusos pois deixa de haver placas a indicar o Miradouro de Fafião e por isso têm de seguir a placa que indica o “Miradouro Alto da Portela do Monte”.

Aconselho-vos a visitarem este miradouro durante o período da manhã, para de seguida terem a oportunidade de almoçar no Restaurante “Fojo dos Lobos”. Preços acessíveis, refeições bastante bem servidas, com um nível de segurança esplêndido, para quem gosta de carne, sugerido que experimentem a costela de vitela.

  • O Trilho das 7 Lagoas (Xertelo)

Durante o período da tarde, fiz o famoso Trilho das 7 lagoas. Se gostam de caminhadas e querem conhecer um dos recantos mais incríveis desta zona, este sem dúvida que é o programa ideal para aproveitarem uma tarde. O caminho demora cerca de 2h30, ida e volta, sendo que têm de percorrer um total de 9km, mas o esforço sem dúvida que compensa, pois ao longo do caminho vão ser acompanhados por paisagens maravilhosas.

O caminho mais fácil, inicia-se no Xertelo, quando entrarem na aldeia têm de passar por uma ponte, e quando virem a igreja, têm de virar à esquerda e a partir daí é sempre a subir. Ao longo do percurso vão conseguir ver a sinalização nas pedras que vai ajudar a que não se percam.

Terceiro dia:

Miradouro das Pedras Belas – Cascata do Arado – Gerês – Portela do Homem (Cascata da Portela do Homem)

  • A primeira paragem deu-se no Miradouro das Pedras Belas, em Terras de Bouro, situado a cerca de 800 metros de altitude.

Este é um dos locais mais famosos do Gerês, e uma vez avistando a paisagem, percebe-se instintivamente o porquê, pelas montanhas que rodeiam o rio, a albufeira da Caniçada e o vale profundo que se faz avistar.

  • Apenas a alguns quilómetros do miradouro fica a Cascata do Rio Arado.

Esta cascata é bastante conhecida, não só por se situar a uma altitude de 900 metros, mas também pela sucessão de cascatas de águas cristalinas que criam um lago límpido, assim como, pelo seu fácil acesso para viaturas.

O meu conselho é que deixem o carro junto ao Miradouro das Rocas e que façam o resto do caminho a pé de forma a não sobrelotar a zona. Após um pequeno passeio por uma estrada de terra batida vão encontrar a ponte sobre o rio Arado onde tem a possibilidade de subir até ao miradouro e admirar esta paisagem. A vista é impressionante, mas se querem ir até junto da Cascata, sigam pelo caminho que se encontra por debaixo da ponte, pois caso contrário, vão ter de descer uma inclinada ladeira, que se torna arriscada para os mais inexperientes.

Almocei num restaurante na Vila do Gerês e de seguida, por volta das 16h, fui explorar a famosa Cascata da Portela do Homem.

  • A Cascata da Portela do Homem, conhecida também por Cascata de São Miguel ou Cascata do Homem, sem dúvida que é um sítio onde vale apena mergulhar nas suas águas cristalinas de cor verde-azulada e passar algum tempo.

Contudo, não é permitido o estacionamento neste local, por isso tem de deixar o carro estacionado na Portela do Homem (junto à fronteira), e fazer o caminho a pé, que são aproximadamente, 2km, mas todo o percurso até lá chegar é digno de ser bem observado. Vão ficar incrédulos com a natureza que o Gerês tem para oferecer.

Quarto dia:

Aveiro – Lisboa

Foi o dia de regresso, onde tive a oportunidade de acordar mais tarde e descansar das aventuras dos dias anteriores. No regresso a Lisboa, não pude deixar de passar pela cidade de Aveiro, considerada a “Veneza de Portugal”, que se distingue pelos seus canais navegados por barcos coloridos, para visitar o centro da cidade e para comprar os deliciosos ovos moles, tradicionais da região.

Também tive a oportunidade de parar em Ílhavo, mais especificamente à Ribeira da Costa Nova, onde se encontram as famosas “casas às riscas”, originalmente em tons de vermelho ocre e preto, os Palheiros da Costa Nova eram utilizados como antigos armazéns de alfaias da pesca.

Conselhos:

  • Levem sempre um calçado confortável e com sola, que não vos deixe escorregar ou façam como eu e comprem um calçado aquático que evita que escorreguem nas cascatas.
  • Abasteçam-se sempre de água, ao longo do Parque do Nacional Peneda Gerês, vão encontrar várias fontes de água potável.
  • Tentem levar snacks para o caminho, por vezes a distância entre os locais, apesar de serem poucos quilómetros, como os caminhos nas montanhas, são curvas e contracurvas, a viagem vai demorar mais e há locais que não têm restaurantes.

Espero que tenham gostado.

Quero saber o que acharam!

Com muito amor,

Sofia Gomes.

Since I was little, I was not going to visit Gerês. This year, I had the incredible opportunity to do it again. Gerês is one of the greatest treasures of the country. It is one of the most beautiful places in Portugal and a true paradise for nature lovers.

My trip lasted 4 days. I left Lisbon by car around 9:30 am and arrived at the Hotel where I stayed between 1:30 pm / 2 pm, and I had to make a few stops along the way.

I stayed at the Tempus Hotel and SPA, located in Ponte da Barca. This Hotel is about 1h30 from the places I visited. The Hotel was perfect for recovering the energy of these incredible days. The hotel room had a fantastic view of the pool and the surrounding mountain landscape. The bathroom was well equipped with a wooden shower, which had a massage shower. Breakfast was always quite good, and I was surprised by the positive security measures implemented due to covid-19.

First day:

Soajo (Espigueiros – Poço Negro) and Sistelo

After arriving at the Hotel and putting the bags in the room, the afternoon started. I stopped to have lunch at the restaurant “Pizzaria Tio Fredo”, near the Hotel and then made my way to Soajo.

Soajo, located in Arcos de Valdevez, is known for its narrow streets, medieval pavement and granite houses.

  • In this location, I had the opportunity to see the well-known “Espigueiros”, one of the place’s biggest attractions. In total, there are 24 “Espigueiros” all in stone. They served, and some still work to store corn, placed in strategically higher places so that the animals do not eat the population’s livelihood.
  • A few kilometres from “Espigueiros” is the “Poço Negro”, a perfect place for taking a dip. This name derives from its depth and from being in a hidden place, even from the sun. This place is located near the road, so be careful. There will be an almost invisible sign on the road that indicates “Poço Negro”, so you have to pay attention when you arrive. The descent is quite steep, but it turns out to be easy as it is done through a staircase, but be careful when you reach the part of the rocks.

Sistelo, known for being Portuguese Tibet, is one of the winning villages of the 7 Wonders of Portugal, also located in Arcos de Valdevez. What makes the Sistelo landscape so unique are the greenish terraces that allow increasing the area under cultivation.

  • To get a sense of this stunning view, visit the Estrica viewpoint or the Chã da Armada viewpoint (next to the M1289 road).
  • If you have more time to explore, you can do the Sistelo routes. One of the most emblematic walking routes in the north of Portugal is about 2 km and easy access.

Second day:

Fafião Viewpoint and Sete Lagoas Trail

  • Fafião viewpoint (Alto da Portela do Monte viewpoint)

In the village of Fafião, in Montalegre, I found one of the most popular viewpoints, the Miradouro de Fafião. At the top of a gigantic block of granite, connected to another rock by a small iron bridge, the perspective has a wide and panoramic view over the valleys that surround it.

The arrival is quite easy, and there are several indications in the village. However, it may be confusing when you arrive at the park because no signs indicate “Fafião Viewpoint”. Therefore they have to follow the sign indicating “Viewpoint Alto da Portela do Monte”.

I advise you to visit this viewpoint during the morning, and then have the opportunity to have lunch at the restaurant “Fojo dos Lobos”. Affordable prices, very well served meals, and a splendid security level, for those who like meat, I suggest you try the veal rib.

  • The 7 Lagoon Trail (Xertelo)

During the afternoon, I made the famous 7 Lagoon Trail. Suppose you like hiking and want to know one of the most incredible places in this area. In that case, this is undoubtedly the ideal program to enjoy an afternoon. The path takes about 2h30 round trip, and you have to cover a total of 9km. Still, the effort is certainly worth it because you will be accompanied by wonderful landscapes along the way.

The easiest way starts at Xertelo. When you enter the village you have to cross a bridge, and when you see the church, you have to turn left, and from there it is always going up. Along the way, you will see the signs on the rocks that will help you not get lost.

Third day:

Pedras Belas Viewpoint – Arado Waterfall – Gerês – Portela do Homem (Portela do Homem Waterfall)

  • The first stop was at Miradouro das Pedras Belas, in Terras de Bouro, located about 800 meters above sea level. This is one of the most famous places in Gerês. Once you see the landscape, you can instinctively understand why.
  • Only a few kilometres from the viewpoint is the Rio Arado Waterfall.

The waterfall is well known because of its altitude of 900 meters and the succession of cascades of crystal clear waters that create a clear lake and easy access to vehicles.

My advice is to leave the car near Miradouro das Rocas and do the rest of the way on foot to not overcrowd the area. After a short walk along a dirt road, you will find the bridge over the Arado River, where you can climb up to the viewpoint and admire this landscape. The view is impressive, but if you want to go to the waterfall, follow the path under the bridge, otherwise you will have to go down a hill, which is risky for the most inexperienced.

I had lunch in a restaurant in Vila do Gerês. Then, around 4 pm, I went to explore the famous Waterfall of Portela do Homem.

  • Also known as “Cascata de São Miguel or Cascata do Homem”, it is undoubtedly a place worth to go due to its crystal blue waters.

However, parking is not allowed at this location. You have to leave your car parked at Portela do Homem (near the border) and make the walk, which is approximately 2 km, but the entire journey to get there is worthwhile. You will have the chance to see the incredulous nature that Gerês has to offer.

Fourth day:

Aveiro – Lisbon

It was the day of return, where I had the opportunity to wake up later and rest from the previous days’ adventures. On my return to Lisbon, I went to Aveiro. The “Venice of Portugal” is distinguished by its canals and colourful boats. You should also visit the city centre and buy delicious soft eggs traditional from the region.

I also had the opportunity to stop in Ílhavo, more specifically in Ribeira da Costa Nova. You can find the famous “striped houses”, originally in shades of ocher red and black. The houses were used as old warehouses for fishing.

Advice:

  • Always wear comfortable shoes with soles that will not let you slip or buy water shoes that prevent them from falling in the waterfalls.
  • Always supply yourself with water. Along the Parque do Nacional Peneda Gerês, you will find several sources of drinking water.
  • Try to take snacks to the path. The trips can take longer because of the mountains’ trails, and some places do not have restaurants.

With love,

Viajar para Genebra em tempos de COVID

Viajar para Genebra em tempos de COVID: Este ano, apesar da situação de impasse que se está a viver, tive a oportunidade de viajar para Genebra durante duas semanas e por isso fica aqui qual foi a minha experiência.

Este ano, apesar da situação de impasse que se está a viver devido à pandemia que parou o mundo, tive a oportunidade de viajar para fora do país e fui para a Suiça francesa durante duas semanas.

Estou a escrever este post com o objetivo de responder a algumas das questões que mais me colocaram, assim como, para ajudar-vos a combater alguns dos vossos medos no que diz respeito ao assunto das viagens para fora do país e aquilo que resultou na minha experiência.

  • Achaste que o Aeroporto de Lisboa e de Genebra estavam devidamente preparados para esta situação?

Acho que sim, em momento algum senti-me insegura. Vários eram as áreas dos aeroportos que tinham pontos de desinfeção, todos os trabalhadores estavam de máscara e a dar indicações para que os passageiros pudessem cumprir o distanciamento social.

  • Qual foi a experiência que tiveste nas companhias aéreas por onde viajaste?

Para o aeroporto de Genebra fui pela Easyjet e para Lisboa vim pela TAP Air Portugal.

Em ambos os voos, a tripulação utilizava a proteção adequada. Em relação aos serviços a bordo, na Easyjet quem desejasse tomar uma refeição a bordo tinha de reservar com antecedência. Já na TAP, se desejasse uma refeição tinha de comprar a comida a bordo. Contudo, ofereceram bebidas a todos os passageiros.

Estas companhias aéreas desinfetam o avião diariamente. O embarque dos passageiros é feito gradualmente e o desembarque é efetuado por filas, de forma a evitar ajuntamentos. Para minha satisfação, a TAP à entrada de cada passageiro distribuiu toalhitas desinfetantes.

  • Tiveste algum cuidado especial durante a viagem?

Sim, tive. Em ambos os voos desinfetei o cinto de segurança, o apoio dos braços e a mesa de refeições. Liguei o ar condicionado por cima de mim para que existisse uma maior circulação do ar, evitei as idas à casa de banho e assim que entrei no aeroporto coloquei a máscara e só a retirei quando já me encontrava no destino.

  • Onde ficaste alojada?

Neste caso posso dizer que fiquei alojada em casa do meu irmão. Contudo, como a casa é partilhada, tínhamos sempre em atenção, em não utilizar a cozinha em simultâneo, desinfetar as áreas comuns antes e depois do seu uso e não utilizar os sapatos da rua em casa.

  • Como fizeste com as refeições?

Enquanto estive na Suiça/ França só fiz uma refeição fora de casa, no Mc Donald’s. Contudo senti-me bastante segura, pois as mesas estavam desinfetadas e o distanciamento social também era mantido. Antes da refeição, procedemos sempre à desinfeção das mãos.

Nas restantes refeições, optámos por levar a comida de casa e fazer um piquenique sempre que era possível.

  • Tiveste de preencher algum tipo de documentação antes de voltar para Lisboa?

No regresso para Portugal tive de preencher um questionário dado a bordo pela Direção Geral de Saúde onde tinham de constar os meus dados pessoais, o tempo da minha viagem, qual foi o meu destino, o número do voo e o lugar.

Este questionário serve para que caso exista alguém a bordo que tenha contraído o vírus, as entidades responsáveis por esta situação, possam entrar em contacto com os restantes passageiros.

À saída do Aeroporto de Lisboa também me mediram a temperatura, algo que não aconteceu no Aeroporto de Genebra.

Espero que tenha respondido a algumas das vossas dúvidas e gostava de saber se já viajaram durante estes meses e se sim, qual foi a vossa experiência.

Fiquei atentos aos novos posts sobre esta viagem!


É fundamental que tenhamos uma responsabilidade social sobre esta questão, para tal é necessário a utilização de máscara (de forma a cobrir o nariz e a boca, mudando a máscara no máximo de 4 em 4 horas), proceder à desinfeção das mãos sempre que tocamos em algo, assim como, manter o distanciamento social e evitar ajuntamentos.


Com muito amor,

Sofia Gomes.

Entre dois países: Roteiro por Genebra, Gruyère e Annecy

Entre dois países: Roteiro por Genebra, Gruyère, a Fábrica de Chocolates da Callier e Annecy.

Entre dois países: Roteiro por Genebra, Gruyère, a Fábrica de Chocolates da Callier e Annecy.

O avião aterrou e senti logo que ia ser a viagem mais calma e descontraída que já fiz até à data. Nesta viagem tive a companhia de duas grandes amigas da Universidade.

1º dia: Genebra

Após recolhermos as malas, procurarmos os bilhetes de autocarro grátis para o meio da cidade e recorrermos a um mapa, estávamos prontas para ir para o centro de Genebra.

Primeira paragem? McDonald’s, nada melhor do que almoçar um bom hambúrguer às 11 da manhã, mas desenganem-se se acham que é o sítio mais barato para comer.

Durante o dia passeámos pela cidade, percorremos as ruas mais recônditas de Genebra, de uma ponta à outra, admirámos as lojas, visitámos a Catedral, a Igreja Ortodoxa Russa, o Museu da Arte e da História e caminhámos pelo passadiço junto ao lago, onde podemos apreciar o famoso Jet D’Eau.

Ao entardecer tivemos a oportunidade de passar pela ONU e em seguida partimos para o CERN (onde ficámos à espera da nossa boleia).

2º dia: Gruyère e a Fábrica dos Chocolates – Callier.

Gruyère, localizada a pouco mais de 1h30m da cidade de Genebra, é uma aldeia medieval conhecida pela produção dos famosos queijos com o mesmo nome. Infelizmente o dia estava nublado e não conseguimos observar o paisagem das montanhas, mas aconselho sem dúvida a viagem.

De seguida? Fábrica de Chocolate. Para aqueles que não sabem eu sou completamente viciada em chocolate e estava desejosa de experimentar os tão conhecidos, chocolates suiços. Após uma hora de espera e um bom chocolate quente, fomos visitar a Fábrica dos Chocolates para saber a história da origem do chocolate, o seu processo de fabrico e ainda tivemos direito a uma degustação no final. 😍

3º dia: Annecy

O plano de visitarmos as montanhas de Chamonix ficou cancelado devido aos protestos dos franceses em contestação ao aumento do preço das portagens. Qual é que foi a solução? Partimos em direção a Annecy.

Uma cidade francesa maravilhosa, em que temos a oportunidade de observar as montanhas, o lago e a cidade. Se estão próximo, vão visitá-la, pois não vão ficar desiludidos. A tarde foi passada a desfrutar da paisagem, a tirar fotografias e a relaxar.

A grande surpresa? No final, quando já estávamos a regressar a Genebra com o castelo medieval “Château de Menthon-Saint-Bernard” escondido por entre as montanhas. Apesar do frio que estava nada nos impediu de fazer uma sessão fotográfica no local. 📷

Após chegarmos a casa e jantarmos, fomos comer um Gaufre ao café “Braseeaeur” em Saint Genis, um ponto de encontro bastante aconchegante para quem quer passar um bom serão em convívio.

4º dia: CERN

No último dia não foi possível visitar muito, então decidimos ir visitar o CERN e a exposição gratuita que oferecem a todos aqueles que têm interesse em saber um pouco mais sobre pesquisa nuclear.

A surpresa deste dia? Na altura em que estávamos a efetuar o boarding no avião, comecçou a cair um nevão gigante (após 30 minutos na pista e após escolhermos o filme – Why Him para ver durante o voo, através dos novos aviões da Easyjet, que têm a possibilidade de ver filmes disponibilizados, chegámos a Portugal de coração cheio.)

Com muito amor,

Sofia Gomes

Roteiro pelos Miradouros de Lisboa na zona de Alfama

Um roteiro pelos Miradouros de Lisboa na zona de Alfama: Miradouro da Graça, Miradouro das Portas do Sol e Miradouro de Santa Luzia.

Hoje durante a tarde dei um pequeno passeio pelas ruas tradicionais do Bairro de Alfama e visitei três miradouros.

  • Primeira visita: Miradouro da Graça
  • Segunda visita: Miradouro das Portas do Sol
  • Terceira visita: Miradouro de Santa Luzia

Comecei o percurso junto à Estação de Santa Apolónia. Subi uma rua paralela, deparei-me com o Panteão Nacional e a partir daí? Foi só subir as ruas inclinadas.

O primeiro Miradouro chama-se “Sophia de Mello Breyner”, mas todos o conhecem por Miradouro da Graça. A subida até este local é bastante íngreme (pelo menos para mim, que não faço exercício físico), mas a vista que se pode ter de Lisboa vale completamente apena.

Quando cheguei senti uma sensação de paz. Com o castelo de São Jorge do lado esquerdo, um pouco mais ao centro a Ponte 25 de Abril, e o contraste dos prédios antigos multicolores, com as gruas que simbolizam a evolução e a construção que tem vindo a ser feita, cheguei à conclusão que a nossa querida cidade tem tudo para oferecer e para ser tão admirada por todos aqueles que a visitam.

Após uma bebida na esplanada que lá está situada, comecei a minha descida e sem planear encontrei o Miradouro das Portas do Sol, de onde é possível admirar a Igreja de São Vicente de Fora. Por último, visitei o Miradouro de Santa Luzia que tem uma vista privilegiada para o Rio Tejo e para o novo terminal de cruzeiros.

No final da minha visita passei junto à Sé de Lisboa e acabei no Terreiro do Paço, com a oportunidade de deslumbrar um magnifico pôr do sol no Rio Tejo, a olhar para a ponte e para os barcos a passar.

Espero que tenham gostado desta dica e que visitem estes miradouros que tanto valem apena!

Com muito amor,

Sofia

Rovinj e Pula: Roteiro

Rovinj e Pula: Um roteiro de dois dias pela região da Istria com detalhes de onde ficar, o que ver e onde comer. Um destino muito seguro para uma viagem sozinha.

Rovinj e Pula: Um roteiro de dois dias pela região da Istria com detalhes de onde ficar, o que ver e onde comer. Um destino muito seguro para uma viagem sozinha.

Eu fiz esta viagem sozinha e acreditem em mim quando digo que foi uma das experiências mais incríveis da minha vida! Foi o tempo que eu precisava para pensar em tudo.

Pula

A viagem de Split para Pula demorou cerca de 11 horas de autocarro. Cheguei em Pula por volta das 19h, coloquei as coisas no Hostel e fui ver a cidade. A cidade tem muitas influências romanas, os maiores monumentos do período imperial romano na Croácia foram construídos em Pula. Quando me deparei com o anfiteatro parece que voltei atrás no tempo.

Qual é o top 5 de atrações?

  • Arena de Pula
  • Templo de Augusto
  • Arco do Triunfo do Sergi – Golden Gate
  • Catedral
  • Kastel
  • Giants de iluminação: é a nova atração da cidade. Pode combinar 16 mil combinações diferentes de luzes.

Onde dormir?

Riva Hostel Pula” – É um hostel incrível, muito central e muito juvenil, ótimo para conhecer pessoas novas.

Onde comer?

Um restaurante que aconselho imenso é o “Rendez-Vous”, com preços em conta e com uma qualidade surpreendente.

Rovinj

Nesta aventura também aproveitei para visitar Rovinj e a cidade é incrível. As características, as pequenas ruas com scooters, as janelas com roupas, com flores … Tenho pena de só ter lá estado cerco de 3 horas (mas também sei reconhecer que é suficiente). Não há muitas coisas para ver, mas é muito bom andar pelas ruelas e apreciar o ambiente cultural do lugar. A cidade entre 1283 e 1797 estava sob a República de Veneza e é por isso que é muito fácil reconhecer as semelhanças com a cidade de Veneza.

A má sorte deste dia? Estava a chover bastante.

Após este dia, fiz o meu caminho para casa (Split).

Espero que tenhas gostado deste artigo! Se tiveres alguma dúvida, fala comigo.

Com muito amor,

Sofia Gomes

I made this trip alone and it was one of the most incredible experiences of my life. It was the time I needed to think about everything.

Pula

The trip from Split to Pula took about 11 hours by bus. I arrived in Pula at around 7 pm, put things in the Hostel and went to see the city. The city has many Roman influences, the biggest monuments of the Roman imperial period in Croatia were built in Pula. When I came across the arena, it seems that I went back in time.

What are the top 5 attractions?

  • Arena of Pula
  • Temple of Augustus
  • Sergi’s Arc de Triomphe – Golden Gate
  • Cathedral
  • Kastel
  • Giants of lighting: it is the new attraction of the city. It can combine 16 thousand different combinations of lights.

Where to sleep?

I stayed in a very good hostel called “Riva Hostel Pula” if you are young and want to have a good time, meet cool people, you should try it out.

Where to eat?

I ate at a very nice place called “Rendez-Vous”, they have low prices and amazing food quality. It’s tasty and simple.

Rovinj

On this adventure, I also took the opportunity to visit Rovinj, and the city is incredible. The characteristics, the small streets with scooters, the windows with clothes, and flowers… There are not many things to see, but it is very nice to walk through the alleys and appreciate the place’s cultural environment. The city between 1283 and 1797 was under the Republic of Venice, so it is very easy to recognise the similarities with Venice’s city.

The bad luck of this day? It was raining a lot.

After this day, I made my way home (Split).

With love,

Dubrovnik: Um roteiro de dois dias

Um roteiro de dois dias por Dubrovnik. A cidade que é considerada a Pérola do Adriático devido à suas cores, história e muralhas.

A Pérola do Adriático

Um roteiro de dois dias por Dubrovnik. A cidade que é considerada a Pérola do Adriático devido à suas cores, história e muralhas. Devo dizer que tinha baixas expectativas em relação a Dubrovnik, sempre pensei que fosse uma cidade interessante somente para aqueles que assistiam/assistem a série “Game of Thrones”, mas devo confessar que esta cidade não só superou as minhas expectativas, como também quebrou escala.

O primeiro dia

O dia começou de uma forma muito apressada, o trânsito desde a minha casa até à estação dos autocarros foi o suficiente para perder o autocarro que partia para Dubrovnik logo pela manhã. Felizmente, não dei o dia como perdido. Voltei a comprar novos bilhetes e cheguei à cidade por volta das 16h.

A estação de autocarros de Dubrovnik até ao centro da cidade, ainda fica mais ou menos a 35 minutos a pé, num passo acelerado, por isso aconselho a que marquem o vosso alojamento o mais próximo possível do centro.

Fiquei hospedada num Airbnb a meio caminho de ambos os sítios e jantei numa pizzaria chamada “Vita Bella”. Os funcionários foram super atenciosos e a comida estava divinal.

(Muito sinceramente? As pizzas da Croácia equiparam-se bastante às pizzas de Itália, apesar de os meus amigos italianos não serem de acordo com esta opinião).

Durante o resto da noite, passeei pelo centro e foi o suficiente para me render à cidade. A iluminação, os contrastes, as características da arquitetura. Parecia que estava num filme de príncipes e princesas.

O centro da cidade durante a noite tem imensa vida, bares e música. No regresso ao alojamento, descobri um bar super agradável e diferente do normal, chamado “Art Café” as cadeiras eram em forma de banheira e a atmosfera era perfeita para o fim de uma noite na cidade.

O segundo dia

Comecei o dia por volta das 7h da manhã. E o que eu posso dizer? Eu fui uma tonta por pensar que não podia ficar mais encantada com a cidade.

Neste dia explorei o local mais conhecido da cidade as “Muralhas da Cidade Antiga” , durante aproximadamente 3 horas. Na altura em que estive paguei cerca de 50 kunas, com desconto de estudante.

Para cada lugar que eu olhei, fiquei deslumbrada. Os telhados, as cores, o próprio ambiente, as pessoas, a cor da água.

Curiosidades:

  • Dubrovnik foi uma área muito afetada durante a Guerra da Jugoslávia, a cidade foi cercada e bombardeada pelas forças militares da Sérvia e do Montenegro sofrendo um grande ataque, mas com a ajuda da UNESCO foi possível reconstruir o que foi destruído e atualmente é considerado Património da Humanidade.
  • Hoje em dia só é acessível a pé ou de bicicleta.

2 dias chegam para visitar a cidade?

A minha resposta é sim.

O que visitar?

Sem ser o centro histórico e a visita pelas muralhas, também aconselharia a darem um mergulho pelas belas praias do Mar Adriático e a subir de teleférico ao pico do monte Sdr para terem a oportunidade de ver a vista panorâmica da cidade de Dubrovnik.

Espero que tenham gostado de conhecer a história por detrás desta viagem.

Com muito amor,

Sofia Gomes.

I must say that I had low expectations for Dubrovnik. I always thought it was an interesting city only for those who watched/watch the “Game of Thrones” series. Still, I must confess that this city not only exceeded my expectations but also broke the scale.

The first day

The day started very quickly, the traffic from my home to the bus station was enough to miss the bus for Dubrovnik in the morning. Fortunately, I did not take the day for granted. I went back to buy new tickets and arrived in the city around 4pm.

The Dubrovnik bus station to the city centre is still about a 35-minute walk, at an accelerated pace, so I advise you to book your accommodation as close to the centre as possible.

I stayed at an Airbnb halfway to both places and had dinner at a pizzeria called “Vita Bella”. The staff were super attentive, and the food was divine. (Quite honestly? The pizzas from Croatia are quite similar to the pizzas from Italy. However, my Italian friends do not agree with this opinion).

I strolled through the centre for the rest of the night, and it was enough to surrender to the city. The lighting, contrasts, and characteristics of the architecture looked like I was in a Disney movie.

The city centre at night has lots of life, bars and music. Upon returning to the accommodation, I discovered a super nice and different bar, called “Art Café”, the chairs were shaped like a bathtub. The atmosphere was perfect for the end of a night in the city.

The second day

I started the day at around 7 am. And what can I say? I was a fool to think that I couldn’t be more enchanted by the city. On this day I explored the most famous place in the city, the “Ancient City Walls”, for approximately 3 hours. I paid about 50 kunas, with a student discount.

I was blown away because of the roofs, the colours, the environment itself, the people, the colour of the water.

Curiosities:

  • Dubrovnik was a very affected area during the Yugoslavia War, the city was bombed by Serbia and Montenegro in 1991. At this time the historic centre suffered a major attack. However, with UNESCO’s help, it was possible to rebuild what was destroyed and is now considered a World Heritage Site.
  • Nowadays it is only accessible on foot or by bicycle.

2 days are enough to visit the city?

My answer is yes.

What to visit?

Apart from the historic centre and the visit to the walls, I would advise you to try the beautiful beaches and go to Mount Sdr (the city’s panoramic view).

With love,

Sofia Gomes