Qual é o conceito de Dark Tourism?

Este artigo tem o intuito de dar a conhecer qual é o conceito por detrás do dark toursim, mas também de dar alguns exemplos de locais em Portugal e na Europa que são considerados destinos de “dark tourism” ou turismo negro.

Vários são os motivos que nos levam a passear. Há quem goste de praias paradisíacas e de apanhar sol enquanto bebe um cocktail, há pessoas que preferem estar constantemente à procura de adrenalina, há quem goste de estar rodeado pela natureza ou visitar os monumentos de uma cidade, e depois há quem adore visitar locais de turismo negro ou “dark tourism”.

O que é o dark tourism?

O ato de viajar para locais associados à morte, ao sofrimento e por vezes considerados macabros. (Stone, 2006). Este tipo de turismo pode ser visto como turismo de prisão, turismo de terror, turismo de genocídio, turismo de desastre, turismo de luto, turismo de favela, turismo suicida e turismo atómico.

  • A vertente mais leve deste tipo de turismo diz respeito a locais ou atrações onde a morte é real ou recriada, mas centrada na diversão e entretenimento, como “passeios fantasmas” ou “casas de terror”, pelo que necessitam de utilizar infraestruturas turísticas para atrair turistas.
  • A vertente mais pesada não se centra no divertimento ou entretenimento, mas sim em factos reais onde ocorreram várias mortes.

Possivelmente vocês já visitaram alguns locais considerados dark tourism, mas nunca se aperceberam que estavam a fazer este tipo de turismo. Este artigo tem o intuito de vos dar a conhecer alguns exemplos de locais em Portugal e na Europa que são considerados destinos de “dark tourism”.

Exemplos de locais de Dark Tourism em Portugal

Capela dos Ossos (Évora)

A Capela dos Ossos é um dos monumentos mais conhecidos de Évora. Foi edificada por iniciativa de três frades franciscanos cujo objetivo era transmitir a mensagem da fragilidade da vida humana. Esta mensagem é claramente passada aos visitantes logo à entrada, através do aviso: “Nós ossos que aqui estamos, pelos vossos esperamos”.

https://www.visitevora.net/capela-ossos-evora/

Cemitério do Alto de São João (Lisboa)

O Cemitério do Alto de São João é o maior e um dos mais importantes cemitérios da cidade de Lisboa em Portugal, encontrando-se sepultadas nele inúmeras figuras ilustres da história do país.

https://www.timeout.pt/lisboa/pt/atraccoes/cemiterio-do-alto-de-sao-joa

Cemitério dos Prazeres (Lisboa)

O Cemitério dos Prazeres cemitério impressiona pela dimensão e pela localização, com uma vista incrível sobre Lisboa, a ponte 25 de Abril e o rio Tejo e é considerado um “museu a céu aberto”.

https://www.visitlisboa.com/pt-pt/locais/museu-cemiterio-dos-prazeres

Caminhadas pela Serra de Sintra (Sintra)

Várias são as empresas que oferecem percursos pedestres noturnos pelos estreitos e arrepiantes caminhos que vão ao encontro das lendas e histórias assombradas da antiga e mística Serra de Sintra.

https://trilhosnocturnos.com/

Quinta das Lágrimas (Coimbra)

Inês de Castro viveu uma intensa paixão com o futuro Rei de Portugal, D. Pedro I. O pai do monarca mandou executá-la. Contudo, Pedro não a esqueceu e Inês foi coroada rainha mesmo após a sua morte. Quase 700 anos depois, a Quinta das Lágrimas ainda é visitada por turistas que querem sentir a atmosfera trágica e apaixonada do amor proibido entre Pedro e Inês.

https://fundacaoinesdecastro.com/jardim/#visitas

Exemplos de locais de Dark Tourism na Europa

Auschwitz-Birkenau Memorial (Polónia)

Ex-campo de concentração e extermínio nazi alemão.

https://visit.auschwitz.org/?lang=en

Chernobyl (Ucrânia)

Desastre de Chernobil foi um acidente nuclear catastrófico ocorrido em 1986.

https://www.chernobyl-tour.com/english/

https://www.getyourguide.pt/discovery/chernobil-l87308/?utm_force=0

Pompeia (Itália)

Pompeia é provavelmente uma das atividades de dark tourism mais antigas do mundo. Este local é conhecido pela erupção do Monte Vesúvio, onde todos aqueles que se encontravam na cidade morreram e atualmente, podem ser observados os corpos fossilizados.

https://www.visitpompeiivesuvius.com/

Castelo de Bran (Roménia)

O Castelo de Bran é conhecido popularmente como Castelo do Drácula, um cenário de lendas. É também a fortaleza mais popular da Roménia.

http://www.bran-castle.com/

Catacumbas Paris (França)

As Catacumbas de Paris são uma rede de túneis de mais de 300 quilómetros onde estão enterradas milhões de pessoas.

https://www.catacombes.paris.fr/catacumbas-de-paris#

Sarajevo (Bósnia e Herzegovina)

O maior conflito na Europa após a Segunda Guerra Mundial. Uma guerra civil e um cerco brutal que ainda está bastante presente na memória das pessoas e que levou à morte de milhares de pessoas.

http://visitsarajevo.ba/sarajevo-under-siege/?lang=en

Se ficaram interessados neste artigo e se querem saber mais sobre este tema aconselho-vos a verem a série da Netflix Dark Tourist – O jornalista neozelandês David Farrier leva os espectadores a destinos turísticos, no mínimo, macabros, estranhos ou bizarros. Os episódios foram gravados por todo o mundo, desde a América latina ao sudeste asiático, passando pelo Cazaquistão e EUA. Este documentário tem 8 episódios com cerca de 40 minutos.

Espero que tenham gostado deste post.

Com muito amor,

Sofia Gomes.

Roteiro de 24 horas na cidade de Londres

Qual será o melhor roteiro para fazer em Londres em apenas 24 horas? Aqui fica a minha sugestão do que fazer, onde comer e o que visitar.

Duas grandes amigas minhas vieram visitar-me durante um fim de semana a Birmingham e prometi-lhes que íamos a Londres.

Apanhámos o autocarro na Birmingham Coach Station, situada em Digbeth às 7h15 e chegámos a London Victoria Coach Station, por volta das 10h20. A viagem tem a duração de aproximadamente 3h.

A vossa grande dúvida deve de ser… Um dia em Londres? Não é pouco tempo? O que é que aconselhas a visitar?

A verdade, é que para visitar Londres num dia, temos de fazer algumas escolhas consoante as nossas preferências. No nosso caso, enquanto estávamos no autocarro, definimos o plano do nosso dia, sendo que uma das minhas amigas nunca tinha ido a Londres, o centro era um must.

Quando saímos da London Victoria Coach Station, descobrimos que o Peggy Porschen Cakes fica situado mesmo do outro lado da rua, então decidimos ir tirar umas fotos ao local, sendo que é uma pastelaria tão instagramável e conhecida pelos seus deliciosos e elegantes bolos.

Após visitarmos o local, apanhámos o Uber e fomos até ao Bairro de Notting Hill, muito conhecido pelo filme “Um lugar chamado Notting Hill”, uma comédia romântica entre uma famosa atriz, interpretada por Julia Roberts, e o livreiro londrino, vivido por Hugh Grant.

Passear pelo bairro de Notting Hill é uma descoberta de cores, originalidade, movimento, arquitetura e cheiros.

  • Portobello Road é o ponto de encontro em Notting Hill, com uma grande concentração de restaurantes, cafés e lojas de antiguidades, e aos sábados existe um mercado tradicional que acolhe milhões de turistas durante o ano inteiro.
  • Hillgate Place é outra rua que sugiro que visitem se querem conhecer as verdadeiras cores do bairro. Nesta rua é possível observar um verdadeiro arco íris de cores pastéis que formam um cenário de sonho. (Se tiverem dificuldade em encontrar procurem por “The Hillgate Pub”, pois as casas encontram-se nessa rua).
  • Outra rua, com casas coloridas e não tão overcrowded é a Elgin Crescent, uma rua que descobrimos por acaso, mas que vale apena visitar.

De Notting Hill, apanhámos o metro e fomos para o centro de Londres (após nos perdermos algumas vezes na confusão no metro), saímos na estação de Westminster e tivemos a oportunidade de contemplar o Big Ben (ainda em reconstrução), o Palace of Westminster, Westminster Abbey e a Westminster Bridge, assim como, o London Eye. Após vermos o centro, fomos até ao Buckingham Palace, a pé, pelo St. James Park, onde vimos imensos esquilos ao longo do percurso, uma sensação de natureza, no meio da confusão da cidade.

Vimos o Buckingham Palace e o monumento Victoria Memorial. Em seguida, atravessámos o Green Park e fomos almoçar ao Five Guys do Picaddilly Circus, por volta das 16h da tarde. Após a nossa hora de almoço, tardia, passámos pela Chinatown, comprámos algumas lembranças e apanhámos o metro para o outro lado da cidade, o lado mais moderno de Londres, até à estação de “Tower Hill”.

Fomos até ao Sky Garden, mas não nos deixaram entrar, pois tínhamos de efetuar uma reserva antecipada, apesar de os bilhetes serem grátis, algo que só descobrimos quando lá chegámos, por falta de pesquisa da nossa parte. Por isso já sabem, marquem a visita ao Sky Garden com alguma antecedência, pois vários são os grupos de pessoas que querem ter o vislumbre da cidade de Londres a partir deste edifício.

Após a nossa tentativa de entrada, fomos ver a Tower of London e a Tower Bridge.

Para finalizar a nossa viagem, fomos comer o prato típico inglês, Fish and Chips e após várias corridas, quase perdermos o autocarro, mas conseguimos chegar a tempo e apanhar a nossa boleia para regressarmos.

Chegámos a Birmingham às 23h15. Cansadas, mas felizes por termos visto Londres, uma cidade cheia de vida.

Itinerário de um dia:

  • Notting Hill (Portobello Road, Hillgate Place e Elgin Crescent)
  • Westminster (Big Ben, o Palace of Westminster, Westminster Abbey, Westminster Bridge e a London Eye)
  • St. James Park
  • Buckingham Palace
  • Green Park
  • Piccadilly Circus
  • Chinatown
  • Sky Garden
  • Tower of London
  • Tower Bridge

Espero que tenham gostado desta sugestão de um dia em Londres e que consigam fazer esta viagem com o tempo menos apertado do que aquele que nós tínhamos de forma a conseguirem desfrutar mais desta cidade que tem tanto para oferecer!

Com muito amor,

Sofia Gomes.

Roteiro de 2 dias pela Serra da Lousã

O roteiro de 2 dias pela Serra da Lousã: O que visitar, onde ficar e onde comer. A Serra da Lousã é uma ótima escapadinha para fazer durante o fim de semana, este local encontra-se aproximadamente a 40 km de Coimbra.

A Serra da Lousã é uma ótima escapadinha para fazer durante o fim de semana, este local encontra-se aproximadamente a 40 km de Coimbra. É ideal para relaxar do stress do dia a dia, um verdadeiro paraíso no interior de Portugal composto por trilhos, pela serenidade das aldeias de xisto e com uma forte conexão com a natureza.

O que visitar?

  • Aldeias do Xisto

A Serra da Lousã é composta por 12 das 27 aldeias que integram a rede de Aldeias de Xisto de Portugal, um grupo de aldeias composta por xisto e quartzito onde predomina o som da tranquilidade.

Aigra Nova | Aigra Velha | Candal | Casal de São Simão | Casal Novo | Cerdeira | Chiqueiro | Comareira | Ferraria de São João | Gondramaz | Pena | Talasnal

  • Isto é Lousã

Se vais visitar a Serra da Lousã, deixa-te também deslumbrar pela moldura que liga o Talasnal à Vila da Lousã, pelas letras “Isto é Lousã” junto à Aldeia de Xisto do Chiqueiro e aproveita para baloiçar enquanto aprecias o pôr do sol no Baloiço do Trevim, situado no Alto do Trevim a 1200 metros de altura. Outro baloiço incrível localiza-se nas piscinas da Nossa Senhora da Piedade, ou do Burgo (junto ao Castelo da Lousã).

Este projeto foi criado por dois jovens lousanenses que consiste na intenção de reaproveitar espaços com potencial que não estão a ser aproveitados, dando-lhes uma nova vida, através da inserção de algo especial.

  • Castelo da Lousã

Também conhecido como Castelo de Arouce, está incluído no complexo da Senhora da Piedade, é classificado como Monumento Nacional e integra a Rede de Castelos e Muralhas do Mondego. Pertence a uma das primeiras linhas defensivas criadas para controlar os acessos meridionais a Coimbra.

  • Complexo da Senhora da Piedade

Para que não fiquem confusos! Este complexo é formado pelo: Castelo da Lousã, piscinas da Nossa Senhora da Piedade e um restaurante bastante conhecido e de boa qualidade “O Burgos”.

Itinerário de 2 dias:

  • Visitar o Baloiço do Trevim – A Aldeia do Talasnal e a Aldeia do Casal Novo – Entre o percurso destas aldeias até ao centro da Lousã vão ter a oportunidade de ver as maravilhas do “Isto é Lousã” – Dormir no Hotel Parque Serra da Lousã.
  • Visitar o centro de Miranda do Corvo – O Castelo da Lousã e o Complexo da Senhora da Piedade.

Onde dormir?

Hotel Parque Serra da Lousã – O Hotel Parque Serra da Lousã, em Miranda do Corvo, está integrado no Parque Biológico da Serra da Lousã, encontrando-se próximo das maravilhosas aldeias e paisagens da Serra da Lousã. O Hotel dispõe do selo “Clean and Safe” validado pelo Turismo de Portugal. O pequeno almoço é servido pela staff do Hotel. Há vários pontos de desinfeção espalhados pelo hotel e toalhitas desinfetantes. Aconselho o restaurante do hotel, relação qualidade-preço boa.

Com muito amor,

Sofia.

Parque Nacional da Peneda-Gerês: Um roteiro de 4 dias

Parque Nacional da Peneda-Gerês: Um roteiro de 4 dias por um dos maiores tesouros do nosso país. O Parque é um dos locais mais bonitos de Portugal e um verdadeiro paraíso para os amantes da natureza.

Desde pequena que já não ia visitar o Gerês e este ano tive a incrível oportunidade de o voltar a fazer. O Gerês é um dos maiores tesouros do nosso país, é um dos locais mais bonitos de Portugal e um verdadeiro paraíso para os amantes da natureza.

A minha viagem durou 4 dias, parti de Lisboa de carro por volta das 9h30 e cheguei ao hotel onde fiquei hospedada entre a 13h30/14h, sendo que tive de fazer algumas paragens pelo caminho.

Fiquei alojada no Tempus Hotel and SPA, localizado em Ponte da Barca. Este hotel, a cerca de 1h30 dos locais que visitei, foi perfeito para recuperar as energias destes dias incríveis. O quarto de hotel, tinha uma vista fantástica para a piscina e para a paisagem das montanhas em volta. A casa de banho, era bem equipada com um polibã de madeira, que tinha um chuveiro de massagens. O pequeno almoço foi sempre bastante bem serviço e fiquei surpreendida pela positiva pelas medidas de segurança implementadas.

Primeiro dia:

Soajo (Espigueiros – Poço Negro) e Sistelo

Depois da chegada ao Hotel, de colocar as malas no quarto e de almoçar (O almoço foi no Restaurante Pizzaria Tio Fredo, em Ponte da Barca. Aconselho bastante, não só pela segurança demonstrada, assim como pelo serviço e pela comida, que apesar de ser uma Pizzaria oferece um menu bastante diversificado e saboroso.) por volta das 16h, a tarde começou por uma visita ao Soajo.

O Soajo, situa-se no município de Arcos de Valdevez, e é conhecido pelas suas ruas estreitas, a calçada medieval e casas em granito.

  • Nesta localidade, tive a oportunidade de ver os conhecidos Espigueiros, uma das maiores atrações do local. No total existem 24 Espigueiros, todos em pedra, que serviam e alguns ainda servem para armazenar milho, colocados em sítios estrategicamente mais altos para que os animais não comam o sustento da população.
  • A poucos quilómetros dos Espigueiros, encontra-se o Poço Negro, um local perfeito para dar uns mergulhos. Este nome deriva da profundidade do mesmo e por ficar num lugar escondido, até do sol. A paragem na zona, faz-se à beira da estrada, por isso é necessário ter cuidado. Quando chegarem vai existir uma placa quase impercetível na estrada que indica Poço Negro, por isso têm de ter atenção. A descida é bastante ingreme, mas acaba por ser fácil pois é feita através de uma escadaria, mas tenham cuidado quando chegam à parte das pedras.

O Sistelo, conhecido por ser o Tibete Português, é uma das aldeias vencedoras das 7 Maravilhas de Portugal, também localizada em Arcos de Valdevez. O que torna a paisagem do Sistelo tão única são os socalcos esverdeados que permitem aumentar a superfície de cultivo.

  • Para terem uma perceção desta vista deslumbrante, visitem o miradouro da Estrica ou o miradouro do Chã da Armada (junto à estrada M1289).
  • Se tiverem mais tempo, fica aqui a sugestão para fazerem os Passadiços do Sistelo, um dos percursos pedestres mais emblemáticos do norte de Portugal, com apenas cerca de 2 km e de fácil acesso.

Segundo dia:

Miradouro do Fafião e Trilho das Sete Lagoas

  • Miradouro do Fafião (Miradouro Alto da Portela do Monte)

É na aldeia de Fafião, na freguesia de Cabril, em Montalegre que encontramos um dos miradouros mais populares, o Miradouro de Fafião. No topo de um bloco gigantesco de granito, ligado a outro rochedo por uma pequena ponte de ferro, o miradouro tem uma vista panorâmica e ampla sobre os vales que o rodeiam.

A chegada é bastante fácil e várias são as indicações presentes na aldeia. Contudo, quando chegam ao parque, podem ficar confusos pois deixa de haver placas a indicar o Miradouro de Fafião e por isso têm de seguir a placa que indica o “Miradouro Alto da Portela do Monte”.

Aconselho-vos a visitarem este miradouro durante o período da manhã, para de seguida terem a oportunidade de almoçar no Restaurante “Fojo dos Lobos”. Preços acessíveis, refeições bastante bem servidas, com um nível de segurança esplêndido, para quem gosta de carne, sugerido que experimentem a costela de vitela.

  • O Trilho das 7 Lagoas (Xertelo)

Durante o período da tarde, fiz o famoso Trilho das 7 lagoas. Se gostam de caminhadas e querem conhecer um dos recantos mais incríveis desta zona, este sem dúvida que é o programa ideal para aproveitarem uma tarde. O caminho demora cerca de 2h30, ida e volta, sendo que têm de percorrer um total de 9km, mas o esforço sem dúvida que compensa, pois ao longo do caminho vão ser acompanhados por paisagens maravilhosas.

O caminho mais fácil, inicia-se no Xertelo, quando entrarem na aldeia têm de passar por uma ponte, e quando virem a igreja, têm de virar à esquerda e a partir daí é sempre a subir. Ao longo do percurso vão conseguir ver a sinalização nas pedras que vai ajudar a que não se percam.

Terceiro dia:

Miradouro das Pedras Belas – Cascata do Arado – Gerês – Portela do Homem (Cascata da Portela do Homem)

  • A primeira paragem deu-se no Miradouro das Pedras Belas, em Terras de Bouro, situado a cerca de 800 metros de altitude.

Este é um dos locais mais famosos do Gerês, e uma vez avistando a paisagem, percebe-se instintivamente o porquê, pelas montanhas que rodeiam o rio, a albufeira da Caniçada e o vale profundo que se faz avistar.

  • Apenas a alguns quilómetros do miradouro fica a Cascata do Rio Arado.

Esta cascata é bastante conhecida, não só por se situar a uma altitude de 900 metros, mas também pela sucessão de cascatas de águas cristalinas que criam um lago límpido, assim como, pelo seu fácil acesso para viaturas.

O meu conselho é que deixem o carro junto ao Miradouro das Rocas e que façam o resto do caminho a pé de forma a não sobrelotar a zona. Após um pequeno passeio por uma estrada de terra batida vão encontrar a ponte sobre o rio Arado onde tem a possibilidade de subir até ao miradouro e admirar esta paisagem. A vista é impressionante, mas se querem ir até junto da Cascata, sigam pelo caminho que se encontra por debaixo da ponte, pois caso contrário, vão ter de descer uma inclinada ladeira, que se torna arriscada para os mais inexperientes.

Almocei num restaurante na Vila do Gerês e de seguida, por volta das 16h, fui explorar a famosa Cascata da Portela do Homem.

  • A Cascata da Portela do Homem, conhecida também por Cascata de São Miguel ou Cascata do Homem, sem dúvida que é um sítio onde vale apena mergulhar nas suas águas cristalinas de cor verde-azulada e passar algum tempo.

Contudo, não é permitido o estacionamento neste local, por isso tem de deixar o carro estacionado na Portela do Homem (junto à fronteira), e fazer o caminho a pé, que são aproximadamente, 2km, mas todo o percurso até lá chegar é digno de ser bem observado. Vão ficar incrédulos com a natureza que o Gerês tem para oferecer.

Quarto dia:

Aveiro – Lisboa

Foi o dia de regresso, onde tive a oportunidade de acordar mais tarde e descansar das aventuras dos dias anteriores. No regresso a Lisboa, não pude deixar de passar pela cidade de Aveiro, considerada a “Veneza de Portugal”, que se distingue pelos seus canais navegados por barcos coloridos, para visitar o centro da cidade e para comprar os deliciosos ovos moles, tradicionais da região.

Também tive a oportunidade de parar em Ílhavo, mais especificamente à Ribeira da Costa Nova, onde se encontram as famosas “casas às riscas”, originalmente em tons de vermelho ocre e preto, os Palheiros da Costa Nova eram utilizados como antigos armazéns de alfaias da pesca.

Conselhos:

  • Levem sempre um calçado confortável e com sola, que não vos deixe escorregar ou façam como eu e comprem um calçado aquático que evita que escorreguem nas cascatas.
  • Abasteçam-se sempre de água, ao longo do Parque do Nacional Peneda Gerês, vão encontrar várias fontes de água potável.
  • Tentem levar snacks para o caminho, por vezes a distância entre os locais, apesar de serem poucos quilómetros, como os caminhos nas montanhas, são curvas e contracurvas, a viagem vai demorar mais e há locais que não têm restaurantes.

Espero que tenham gostado.

Quero saber o que acharam!

Com muito amor,

Sofia Gomes.

Since I was little, I was not going to visit Gerês. This year, I had the incredible opportunity to do it again. Gerês is one of the greatest treasures of the country. It is one of the most beautiful places in Portugal and a true paradise for nature lovers.

My trip lasted 4 days. I left Lisbon by car around 9:30 am and arrived at the Hotel where I stayed between 1:30 pm / 2 pm, and I had to make a few stops along the way.

I stayed at the Tempus Hotel and SPA, located in Ponte da Barca. This Hotel is about 1h30 from the places I visited. The Hotel was perfect for recovering the energy of these incredible days. The hotel room had a fantastic view of the pool and the surrounding mountain landscape. The bathroom was well equipped with a wooden shower, which had a massage shower. Breakfast was always quite good, and I was surprised by the positive security measures implemented due to covid-19.

First day:

Soajo (Espigueiros – Poço Negro) and Sistelo

After arriving at the Hotel and putting the bags in the room, the afternoon started. I stopped to have lunch at the restaurant “Pizzaria Tio Fredo”, near the Hotel and then made my way to Soajo.

Soajo, located in Arcos de Valdevez, is known for its narrow streets, medieval pavement and granite houses.

  • In this location, I had the opportunity to see the well-known “Espigueiros”, one of the place’s biggest attractions. In total, there are 24 “Espigueiros” all in stone. They served, and some still work to store corn, placed in strategically higher places so that the animals do not eat the population’s livelihood.
  • A few kilometres from “Espigueiros” is the “Poço Negro”, a perfect place for taking a dip. This name derives from its depth and from being in a hidden place, even from the sun. This place is located near the road, so be careful. There will be an almost invisible sign on the road that indicates “Poço Negro”, so you have to pay attention when you arrive. The descent is quite steep, but it turns out to be easy as it is done through a staircase, but be careful when you reach the part of the rocks.

Sistelo, known for being Portuguese Tibet, is one of the winning villages of the 7 Wonders of Portugal, also located in Arcos de Valdevez. What makes the Sistelo landscape so unique are the greenish terraces that allow increasing the area under cultivation.

  • To get a sense of this stunning view, visit the Estrica viewpoint or the Chã da Armada viewpoint (next to the M1289 road).
  • If you have more time to explore, you can do the Sistelo routes. One of the most emblematic walking routes in the north of Portugal is about 2 km and easy access.

Second day:

Fafião Viewpoint and Sete Lagoas Trail

  • Fafião viewpoint (Alto da Portela do Monte viewpoint)

In the village of Fafião, in Montalegre, I found one of the most popular viewpoints, the Miradouro de Fafião. At the top of a gigantic block of granite, connected to another rock by a small iron bridge, the perspective has a wide and panoramic view over the valleys that surround it.

The arrival is quite easy, and there are several indications in the village. However, it may be confusing when you arrive at the park because no signs indicate “Fafião Viewpoint”. Therefore they have to follow the sign indicating “Viewpoint Alto da Portela do Monte”.

I advise you to visit this viewpoint during the morning, and then have the opportunity to have lunch at the restaurant “Fojo dos Lobos”. Affordable prices, very well served meals, and a splendid security level, for those who like meat, I suggest you try the veal rib.

  • The 7 Lagoon Trail (Xertelo)

During the afternoon, I made the famous 7 Lagoon Trail. Suppose you like hiking and want to know one of the most incredible places in this area. In that case, this is undoubtedly the ideal program to enjoy an afternoon. The path takes about 2h30 round trip, and you have to cover a total of 9km. Still, the effort is certainly worth it because you will be accompanied by wonderful landscapes along the way.

The easiest way starts at Xertelo. When you enter the village you have to cross a bridge, and when you see the church, you have to turn left, and from there it is always going up. Along the way, you will see the signs on the rocks that will help you not get lost.

Third day:

Pedras Belas Viewpoint – Arado Waterfall – Gerês – Portela do Homem (Portela do Homem Waterfall)

  • The first stop was at Miradouro das Pedras Belas, in Terras de Bouro, located about 800 meters above sea level. This is one of the most famous places in Gerês. Once you see the landscape, you can instinctively understand why.
  • Only a few kilometres from the viewpoint is the Rio Arado Waterfall.

The waterfall is well known because of its altitude of 900 meters and the succession of cascades of crystal clear waters that create a clear lake and easy access to vehicles.

My advice is to leave the car near Miradouro das Rocas and do the rest of the way on foot to not overcrowd the area. After a short walk along a dirt road, you will find the bridge over the Arado River, where you can climb up to the viewpoint and admire this landscape. The view is impressive, but if you want to go to the waterfall, follow the path under the bridge, otherwise you will have to go down a hill, which is risky for the most inexperienced.

I had lunch in a restaurant in Vila do Gerês. Then, around 4 pm, I went to explore the famous Waterfall of Portela do Homem.

  • Also known as “Cascata de São Miguel or Cascata do Homem”, it is undoubtedly a place worth to go due to its crystal blue waters.

However, parking is not allowed at this location. You have to leave your car parked at Portela do Homem (near the border) and make the walk, which is approximately 2 km, but the entire journey to get there is worthwhile. You will have the chance to see the incredulous nature that Gerês has to offer.

Fourth day:

Aveiro – Lisbon

It was the day of return, where I had the opportunity to wake up later and rest from the previous days’ adventures. On my return to Lisbon, I went to Aveiro. The “Venice of Portugal” is distinguished by its canals and colourful boats. You should also visit the city centre and buy delicious soft eggs traditional from the region.

I also had the opportunity to stop in Ílhavo, more specifically in Ribeira da Costa Nova. You can find the famous “striped houses”, originally in shades of ocher red and black. The houses were used as old warehouses for fishing.

Advice:

  • Always wear comfortable shoes with soles that will not let you slip or buy water shoes that prevent them from falling in the waterfalls.
  • Always supply yourself with water. Along the Parque do Nacional Peneda Gerês, you will find several sources of drinking water.
  • Try to take snacks to the path. The trips can take longer because of the mountains’ trails, and some places do not have restaurants.

With love,

Viajar pela Suiça Francesa: Roteiro

Viajar pela Suiça Francesa: Um roteiro de duas semanas. A Suiça é um país que tem tanto para visitar e para ser explorado: Os trilhos pelas montanhas, as cidades e vilas, os lagos, a gastronomia, as atividades e desportos que se podem praticar.

Admito que para mim a Suíça é um lugar encantado. Um país que tem tanto para visitar e para ser explorado: Os trilhos pelas montanhas, as cidades e vilas, os lagos, a gastronomia, essencialmente para quem gosta de queijo e de apreciar um copo de vinho, as atividades e desportos que se podem praticar.

Neste post quero falar dos sítios que tive oportunidade de visitar. Infelizmente, esta viagem teve algumas restrições, mas quero dar-vos todas as dicas para que quando decidam visitar estes locais, fiquem tão encantados como eu.

Chamonix

Uma pequena cidade, romântica e pitoresca, localizada nos Alpes franceses, cercada por montanhas é o local ideal para quem quer ver vistas de cortar a respiração. A cerca de 1h00 de Genebra, Chamonix tem de estar nos planos de qualquer pessoa que decida visitar esta região.

A chegada a Chamonix: Fiquei tão impressionada com aquilo que estava a ver, senti-me dentro de um postal. Em pleno agosto, o termómetro do carro marcava 32 graus, um calor abrasador, mas era só olhar para as montanhas que nos rodeavam e cheirava a Inverno, devido à neve que se fazia avistar.

Cheguei a esta cidade, próximo da hora de almoço, por isso antes de explorar os seus recantos, almocei a minha marmita e a partir daí fui dar uma volta pelo centro e não há palavras que cheguem para descrever este local. As casas todas em madeira escura, o rio Arve a passar pelo meio da cidade, imensas famílias equipadas para subirem para as montanhas e uso obrigatório de máscara.

Explorei o centro da cidade durante algumas horas, a pé, mas infelizmente não pratiquei nenhuma atividade devido às condições em que estava a viajar, não queria arriscar, pois estava tudo demasiado over-crowded.

Mas para vocês, ficam aqui algumas dicas daquilo que podem fazer: Apanhem um teleférico e visitem um dos lagos de Chamonix (a minha sugestão é o Lac Blanc, mas preparam-se, as caminhas são difíceis e têm de ir bem preparados), o Mer de Glace e o Ice Cave (através do famoso e pequeno comboio vermelho, que vos vai proporcionar vistas fantásticas e vão puder conhecer o maior glaciar de França com 7 km). Para os mais corajosos, que não tenham medo de alturas, visitem a Aiguille du Midi onde vão atingir uma altitude de 3842 m em 20 minutos. Por fim, para relaxarem vão às termas QC Terme wellness spa, inseridas numa paisagem única como nenhuma outra no mundo, uma combinação perfeita de harmonia e paz.

Yvoire

Considerada a Pérola do Lago, a aldeia mediaval e fortificada de Yvoire, uma das mais bonitas de França, está situada na margem do Lago Genebra (Lac Léman), na fronteira Franco-Suíça.

A aldeia também é conhecida como a Flor do Lago devido às suas ruas floridas. Visitei esta aldeia durante o final da tarde para apreciar o pôr do sol e a primeira cidade que me veio à cabeça (de forma a fazer algum tipo de comparação) foi Óbidos, devido às muralhas, ao castelo, assim como, aos restaurantes e ao comércio tradicional da zona.

Durante a visita a este local não percam a oportunidade de visitar o Jardim dos 5 sentidos, que conta com uma coleção de 1300 variedades de plantas, que mudam com as estações. Quem visita este jardim é convidado a cheirar, tocar, contemplar, ouvir e saborear o que este tem para oferecer.

Lausanne

Passei por Lausanne de carro a caminho da cidade de Montreux.

A cidade é construída sobre montanhas, rodeada pelas encostas cobertas de vinhedos e situada junto ao Lago Genebra onde do lado oposto, ficam os Alpes Franceses. O centro histórico é dominado pela catedral, considerada como o mais impressionante exemplo de arquitetura gótica antiga em toda a Suíça. Lausanne, é a capital que abriga o Comitê Olímpico Internacional desde 1914 e o Museu Olímpico.

Na cidade há dois locais que têm mesmo de conhecer:

Sauvabelin Tower – onde vão ter a oportunidade de vislumbrar a cidade de Lausanne com 360 graus a 35 metros de altura. Este miradouro foi construído em 2003, fica localizado no meio da floresta Sauvabelin e é todo construído em madeira, de forma a promover a utilização de recursos sustentáveis para o ambiente.

Lavaux Vineyard Terraces – Façam um passeio por uma das paisagens mais bonitas da Suíça: os terraços dos vinhedos Lavaux, classificados pela UNESCO, são entrecruzados por trilhos marcadas com vistas deslumbrantes do Lago de Genebra e dos Alpes. Para aqueles que apreciarem vinho, aconselho-vos a beberem um copo na zona.

Montreux

Montreux, encontra-se abrigada numa baía protegida do Lago de Genebra e a sua paisagem é emoldurada pelo pano de fundo deslumbrante dos Alpes. A cidade é conhecida como “a capital da Riviera de Vaud” e tenho de admitir que fiquei completamente encantada pelas paisagens que a envolvem.

Passei uma tarde nesta cidade e para quem está na dúvida se há de ir ou não, digo-vos já que é um must.

Aconselho-vos a visitarem a cidade a pé pois existe uma extensa caminhada junto ao Lago que liga Vevey a Montreux e se percorrermos todo o caminho podemos ir até ao Castelo de Chillon.

Eu iniciei esta caminhada junto à Estátua do Freddy Mercury (A estátua do Freddie Mercury e o Museu dos Queen estão em Montreux). O artista passou os últimos anos da sua vida nesta cidade, onde ele e a banda gravaram vários álbuns inclusive o último, chamado “Made in Heaven”. Foi maravilhoso observar o movimento da cidade, assim como o movimento que existe no Lago, de pessoas a fazerem passeios de barcos, passeios de gaivota e até mesmo a aproveitar o dia de calor, para darem um mergulho no mesmo.

Para quem decidir ficar na cidade durante mais tempo, sugiro que visitem o Château du Chillon, é uma das mais belas construções históricas no país e uma das atrações mais visitadas da Europa, construído no século XIII sobre fundações ainda mais antigas.

Para os apreciadores de Jazz, se visitarem a cidade no início de julho, poderão ter a oportunidade de fazer coincidir a vossa viagem, com o Festival de Jazz, o segundo maior festival anual de jazz do mundo, depois do Festival Internacional de Jazz de Montreal, no Canadá.

Le Grand-Bornand

A uma hora de Genebra e a meia hora do Lago Annecy, no coração do maciço de Aravis, Le Grand-Bornand concentra os prazeres das montanhas.

Este local é bastante conhecido pelos seus desportos de inverno, nomeadamente, o ski e snowboard, pois conta com 86 km de pistas disponíveis e pelas suas caminhadas de verão, ideais para férias em família nos Alpes franceses, com muitas atividades ao ar livre com o objetivo de deixar todos felizes.

Sem dúvida que vale apena visitar estes sítios localizados no meio das montanhas, mas para quem o faz de carro ou mota, é necessário ter muito cuidado, pois os caminhos nem sempre são fáceis e vários são os acidentes que podem ocorrer, por isso toda a prevenção é pouca.

Uma das caminhadas que aconselho fazerem é a subida até ao Lac de Pyre, uma caminhada que dura aproximadamente 2 horas, com uma dificuldade média, mas que sem dúvida, vão adorar!

Espero que este post seja útil para a vossa viagem à Suíça.

Quero muito saber o que acharam e se tiveram dúvidas perguntem.

Posts antigos com mais sugestões do que visitar na Suíça Francesa:

https://photobookbysofia.com/2021/05/14/genebra-roteiro/

Curiosos de como foi viajar em tempo de COVID?

https://photobookbysofia.com/2021/05/14/viajar-genebra-covid/

Com muito amor,

Sofia Gomes

Viajar para Genebra em tempos de COVID

Viajar para Genebra em tempos de COVID: Este ano, apesar da situação de impasse que se está a viver, tive a oportunidade de viajar para Genebra durante duas semanas e por isso fica aqui qual foi a minha experiência.

Este ano, apesar da situação de impasse que se está a viver devido à pandemia que parou o mundo, tive a oportunidade de viajar para fora do país e fui para a Suiça francesa durante duas semanas.

Estou a escrever este post com o objetivo de responder a algumas das questões que mais me colocaram, assim como, para ajudar-vos a combater alguns dos vossos medos no que diz respeito ao assunto das viagens para fora do país e aquilo que resultou na minha experiência.

  • Achaste que o Aeroporto de Lisboa e de Genebra estavam devidamente preparados para esta situação?

Acho que sim, em momento algum senti-me insegura. Vários eram as áreas dos aeroportos que tinham pontos de desinfeção, todos os trabalhadores estavam de máscara e a dar indicações para que os passageiros pudessem cumprir o distanciamento social.

  • Qual foi a experiência que tiveste nas companhias aéreas por onde viajaste?

Para o aeroporto de Genebra fui pela Easyjet e para Lisboa vim pela TAP Air Portugal.

Em ambos os voos, a tripulação utilizava a proteção adequada. Em relação aos serviços a bordo, na Easyjet quem desejasse tomar uma refeição a bordo tinha de reservar com antecedência. Já na TAP, se desejasse uma refeição tinha de comprar a comida a bordo. Contudo, ofereceram bebidas a todos os passageiros.

Estas companhias aéreas desinfetam o avião diariamente. O embarque dos passageiros é feito gradualmente e o desembarque é efetuado por filas, de forma a evitar ajuntamentos. Para minha satisfação, a TAP à entrada de cada passageiro distribuiu toalhitas desinfetantes.

  • Tiveste algum cuidado especial durante a viagem?

Sim, tive. Em ambos os voos desinfetei o cinto de segurança, o apoio dos braços e a mesa de refeições. Liguei o ar condicionado por cima de mim para que existisse uma maior circulação do ar, evitei as idas à casa de banho e assim que entrei no aeroporto coloquei a máscara e só a retirei quando já me encontrava no destino.

  • Onde ficaste alojada?

Neste caso posso dizer que fiquei alojada em casa do meu irmão. Contudo, como a casa é partilhada, tínhamos sempre em atenção, em não utilizar a cozinha em simultâneo, desinfetar as áreas comuns antes e depois do seu uso e não utilizar os sapatos da rua em casa.

  • Como fizeste com as refeições?

Enquanto estive na Suiça/ França só fiz uma refeição fora de casa, no Mc Donald’s. Contudo senti-me bastante segura, pois as mesas estavam desinfetadas e o distanciamento social também era mantido. Antes da refeição, procedemos sempre à desinfeção das mãos.

Nas restantes refeições, optámos por levar a comida de casa e fazer um piquenique sempre que era possível.

  • Tiveste de preencher algum tipo de documentação antes de voltar para Lisboa?

No regresso para Portugal tive de preencher um questionário dado a bordo pela Direção Geral de Saúde onde tinham de constar os meus dados pessoais, o tempo da minha viagem, qual foi o meu destino, o número do voo e o lugar.

Este questionário serve para que caso exista alguém a bordo que tenha contraído o vírus, as entidades responsáveis por esta situação, possam entrar em contacto com os restantes passageiros.

À saída do Aeroporto de Lisboa também me mediram a temperatura, algo que não aconteceu no Aeroporto de Genebra.

Espero que tenha respondido a algumas das vossas dúvidas e gostava de saber se já viajaram durante estes meses e se sim, qual foi a vossa experiência.

Fiquei atentos aos novos posts sobre esta viagem!


É fundamental que tenhamos uma responsabilidade social sobre esta questão, para tal é necessário a utilização de máscara (de forma a cobrir o nariz e a boca, mudando a máscara no máximo de 4 em 4 horas), proceder à desinfeção das mãos sempre que tocamos em algo, assim como, manter o distanciamento social e evitar ajuntamentos.


Com muito amor,

Sofia Gomes.