Estudar no Estrangeiro: Birmingham

Estudar no Estrangeiro: Birmingham. Fica aqui a partilha da minha experiência ao estudar e trabalhar no estrangeiro. Vários foram os desafios que tive de ultrapassar, mas larguei tudo o que tinha como certo em Portugal e parti.

Estudar no Estrangeiro: Birmingham. Fica aqui a partilha da minha experiência ao estudar e trabalhar no estrangeiro. Vários foram os desafios que tive de ultrapassar, mas larguei tudo o que tinha como certo em Portugal e parti.

Sabe tão bem-estar de volta.

Se há coisa que eu adoro é poder partilhar as minhas histórias e várias são as coisas que já aconteceram desde a última vez que publiquei em setembro de 2018.

Tenho que admitir que este ano de 2019/2020 foi um ano bastante desafiante para mim. Para quem não sabe, embarquei numa nova aventura, disse “Adeus” a Portugal e fui morar para o Reino Unido, mais especificamente para Birmingham, investir na minha educação e realizar o meu desejo de tirar um mestrado fora do país.

Vários foram os desafios que tive de ultrapassar, sempre tive um lado bastante aventureiro, mas admito que fiquei com um pouco de receio. Felizmente, segui o meu instinto, larguei tudo o que tinha como certo em Portugal e parti, sem ter certezas de nada, pois não sabia se ia gostar da experiência, se me ia adaptar à educação do país, à cidade, como é que iria ser estar sozinha.

Mas assim que me despedi da minha mãe na estação de autocarros de Birmingham e fiquei sozinha com os meus colegas de residência, comecei a fazer amigos, a conhecer pessoas de outras nacionalidades, a sair, a ter aulas, a ter trabalhos, a criar uma nova rotina, todos esses medos desapareceram e percebi que foi a melhor decisão que tomei. Arriscar no incerto e ter uma nova perceção do mundo que nos rodeia.

Agora que voltei a estar outra vez empenhada no blog, quero contar-vos um pouco de como foi esta nova realidade da minha vida, o que gostei, o que não gostei, como é que é a cidade de Birmingham, como é que é estar a viver em Inglaterra, as viagens que fiz, as rotinas que tinha, como é que foi a minha adaptação e como é que foi a situação COVID.

Acima de tudo, ao longo das semanas, quero partilhar estas experiências para que vos sirva de inspiração a não terem medo abdicar do “seguro” por uma experiência fora da vossa zona de conforto.

Fiquem atentos às publicações que vou fazer daqui em diante. Sem dúvida, quero atualizar tudo sobre esta grande aventura da minha vida.

E claro, quero que partilhem comigo as vossas experiências, as vossas dúvidas e os vossos receios.

Com muito amor,

Sofia Gomes.

Viajar pela Suiça Francesa: Roteiro

Viajar pela Suiça Francesa: Um roteiro de duas semanas. A Suiça é um país que tem tanto para visitar e para ser explorado: Os trilhos pelas montanhas, as cidades e vilas, os lagos, a gastronomia, as atividades e desportos que se podem praticar.

Admito que para mim a Suíça é um lugar encantado. Um país que tem tanto para visitar e para ser explorado: Os trilhos pelas montanhas, as cidades e vilas, os lagos, a gastronomia, essencialmente para quem gosta de queijo e de apreciar um copo de vinho, as atividades e desportos que se podem praticar.

Neste post quero falar dos sítios que tive oportunidade de visitar. Infelizmente, esta viagem teve algumas restrições, mas quero dar-vos todas as dicas para que quando decidam visitar estes locais, fiquem tão encantados como eu.

Chamonix

Uma pequena cidade, romântica e pitoresca, localizada nos Alpes franceses, cercada por montanhas é o local ideal para quem quer ver vistas de cortar a respiração. A cerca de 1h00 de Genebra, Chamonix tem de estar nos planos de qualquer pessoa que decida visitar esta região.

A chegada a Chamonix: Fiquei tão impressionada com aquilo que estava a ver, senti-me dentro de um postal. Em pleno agosto, o termómetro do carro marcava 32 graus, um calor abrasador, mas era só olhar para as montanhas que nos rodeavam e cheirava a Inverno, devido à neve que se fazia avistar.

Cheguei a esta cidade, próximo da hora de almoço, por isso antes de explorar os seus recantos, almocei a minha marmita e a partir daí fui dar uma volta pelo centro e não há palavras que cheguem para descrever este local. As casas todas em madeira escura, o rio Arve a passar pelo meio da cidade, imensas famílias equipadas para subirem para as montanhas e uso obrigatório de máscara.

Explorei o centro da cidade durante algumas horas, a pé, mas infelizmente não pratiquei nenhuma atividade devido às condições em que estava a viajar, não queria arriscar, pois estava tudo demasiado over-crowded.

Mas para vocês, ficam aqui algumas dicas daquilo que podem fazer: Apanhem um teleférico e visitem um dos lagos de Chamonix (a minha sugestão é o Lac Blanc, mas preparam-se, as caminhas são difíceis e têm de ir bem preparados), o Mer de Glace e o Ice Cave (através do famoso e pequeno comboio vermelho, que vos vai proporcionar vistas fantásticas e vão puder conhecer o maior glaciar de França com 7 km). Para os mais corajosos, que não tenham medo de alturas, visitem a Aiguille du Midi onde vão atingir uma altitude de 3842 m em 20 minutos. Por fim, para relaxarem vão às termas QC Terme wellness spa, inseridas numa paisagem única como nenhuma outra no mundo, uma combinação perfeita de harmonia e paz.

Yvoire

Considerada a Pérola do Lago, a aldeia mediaval e fortificada de Yvoire, uma das mais bonitas de França, está situada na margem do Lago Genebra (Lac Léman), na fronteira Franco-Suíça.

A aldeia também é conhecida como a Flor do Lago devido às suas ruas floridas. Visitei esta aldeia durante o final da tarde para apreciar o pôr do sol e a primeira cidade que me veio à cabeça (de forma a fazer algum tipo de comparação) foi Óbidos, devido às muralhas, ao castelo, assim como, aos restaurantes e ao comércio tradicional da zona.

Durante a visita a este local não percam a oportunidade de visitar o Jardim dos 5 sentidos, que conta com uma coleção de 1300 variedades de plantas, que mudam com as estações. Quem visita este jardim é convidado a cheirar, tocar, contemplar, ouvir e saborear o que este tem para oferecer.

Lausanne

Passei por Lausanne de carro a caminho da cidade de Montreux.

A cidade é construída sobre montanhas, rodeada pelas encostas cobertas de vinhedos e situada junto ao Lago Genebra onde do lado oposto, ficam os Alpes Franceses. O centro histórico é dominado pela catedral, considerada como o mais impressionante exemplo de arquitetura gótica antiga em toda a Suíça. Lausanne, é a capital que abriga o Comitê Olímpico Internacional desde 1914 e o Museu Olímpico.

Na cidade há dois locais que têm mesmo de conhecer:

Sauvabelin Tower – onde vão ter a oportunidade de vislumbrar a cidade de Lausanne com 360 graus a 35 metros de altura. Este miradouro foi construído em 2003, fica localizado no meio da floresta Sauvabelin e é todo construído em madeira, de forma a promover a utilização de recursos sustentáveis para o ambiente.

Lavaux Vineyard Terraces – Façam um passeio por uma das paisagens mais bonitas da Suíça: os terraços dos vinhedos Lavaux, classificados pela UNESCO, são entrecruzados por trilhos marcadas com vistas deslumbrantes do Lago de Genebra e dos Alpes. Para aqueles que apreciarem vinho, aconselho-vos a beberem um copo na zona.

Montreux

Montreux, encontra-se abrigada numa baía protegida do Lago de Genebra e a sua paisagem é emoldurada pelo pano de fundo deslumbrante dos Alpes. A cidade é conhecida como “a capital da Riviera de Vaud” e tenho de admitir que fiquei completamente encantada pelas paisagens que a envolvem.

Passei uma tarde nesta cidade e para quem está na dúvida se há de ir ou não, digo-vos já que é um must.

Aconselho-vos a visitarem a cidade a pé pois existe uma extensa caminhada junto ao Lago que liga Vevey a Montreux e se percorrermos todo o caminho podemos ir até ao Castelo de Chillon.

Eu iniciei esta caminhada junto à Estátua do Freddy Mercury (A estátua do Freddie Mercury e o Museu dos Queen estão em Montreux). O artista passou os últimos anos da sua vida nesta cidade, onde ele e a banda gravaram vários álbuns inclusive o último, chamado “Made in Heaven”. Foi maravilhoso observar o movimento da cidade, assim como o movimento que existe no Lago, de pessoas a fazerem passeios de barcos, passeios de gaivota e até mesmo a aproveitar o dia de calor, para darem um mergulho no mesmo.

Para quem decidir ficar na cidade durante mais tempo, sugiro que visitem o Château du Chillon, é uma das mais belas construções históricas no país e uma das atrações mais visitadas da Europa, construído no século XIII sobre fundações ainda mais antigas.

Para os apreciadores de Jazz, se visitarem a cidade no início de julho, poderão ter a oportunidade de fazer coincidir a vossa viagem, com o Festival de Jazz, o segundo maior festival anual de jazz do mundo, depois do Festival Internacional de Jazz de Montreal, no Canadá.

Le Grand-Bornand

A uma hora de Genebra e a meia hora do Lago Annecy, no coração do maciço de Aravis, Le Grand-Bornand concentra os prazeres das montanhas.

Este local é bastante conhecido pelos seus desportos de inverno, nomeadamente, o ski e snowboard, pois conta com 86 km de pistas disponíveis e pelas suas caminhadas de verão, ideais para férias em família nos Alpes franceses, com muitas atividades ao ar livre com o objetivo de deixar todos felizes.

Sem dúvida que vale apena visitar estes sítios localizados no meio das montanhas, mas para quem o faz de carro ou mota, é necessário ter muito cuidado, pois os caminhos nem sempre são fáceis e vários são os acidentes que podem ocorrer, por isso toda a prevenção é pouca.

Uma das caminhadas que aconselho fazerem é a subida até ao Lac de Pyre, uma caminhada que dura aproximadamente 2 horas, com uma dificuldade média, mas que sem dúvida, vão adorar!

Espero que este post seja útil para a vossa viagem à Suíça.

Quero muito saber o que acharam e se tiveram dúvidas perguntem.

Posts antigos com mais sugestões do que visitar na Suíça Francesa:

https://photobookbysofia.com/2021/05/14/genebra-roteiro/

Curiosos de como foi viajar em tempo de COVID?

https://photobookbysofia.com/2021/05/14/viajar-genebra-covid/

Com muito amor,

Sofia Gomes

Viajar para Genebra em tempos de COVID

Viajar para Genebra em tempos de COVID: Este ano, apesar da situação de impasse que se está a viver, tive a oportunidade de viajar para Genebra durante duas semanas e por isso fica aqui qual foi a minha experiência.

Este ano, apesar da situação de impasse que se está a viver devido à pandemia que parou o mundo, tive a oportunidade de viajar para fora do país e fui para a Suiça francesa durante duas semanas.

Estou a escrever este post com o objetivo de responder a algumas das questões que mais me colocaram, assim como, para ajudar-vos a combater alguns dos vossos medos no que diz respeito ao assunto das viagens para fora do país e aquilo que resultou na minha experiência.

  • Achaste que o Aeroporto de Lisboa e de Genebra estavam devidamente preparados para esta situação?

Acho que sim, em momento algum senti-me insegura. Vários eram as áreas dos aeroportos que tinham pontos de desinfeção, todos os trabalhadores estavam de máscara e a dar indicações para que os passageiros pudessem cumprir o distanciamento social.

  • Qual foi a experiência que tiveste nas companhias aéreas por onde viajaste?

Para o aeroporto de Genebra fui pela Easyjet e para Lisboa vim pela TAP Air Portugal.

Em ambos os voos, a tripulação utilizava a proteção adequada. Em relação aos serviços a bordo, na Easyjet quem desejasse tomar uma refeição a bordo tinha de reservar com antecedência. Já na TAP, se desejasse uma refeição tinha de comprar a comida a bordo. Contudo, ofereceram bebidas a todos os passageiros.

Estas companhias aéreas desinfetam o avião diariamente. O embarque dos passageiros é feito gradualmente e o desembarque é efetuado por filas, de forma a evitar ajuntamentos. Para minha satisfação, a TAP à entrada de cada passageiro distribuiu toalhitas desinfetantes.

  • Tiveste algum cuidado especial durante a viagem?

Sim, tive. Em ambos os voos desinfetei o cinto de segurança, o apoio dos braços e a mesa de refeições. Liguei o ar condicionado por cima de mim para que existisse uma maior circulação do ar, evitei as idas à casa de banho e assim que entrei no aeroporto coloquei a máscara e só a retirei quando já me encontrava no destino.

  • Onde ficaste alojada?

Neste caso posso dizer que fiquei alojada em casa do meu irmão. Contudo, como a casa é partilhada, tínhamos sempre em atenção, em não utilizar a cozinha em simultâneo, desinfetar as áreas comuns antes e depois do seu uso e não utilizar os sapatos da rua em casa.

  • Como fizeste com as refeições?

Enquanto estive na Suiça/ França só fiz uma refeição fora de casa, no Mc Donald’s. Contudo senti-me bastante segura, pois as mesas estavam desinfetadas e o distanciamento social também era mantido. Antes da refeição, procedemos sempre à desinfeção das mãos.

Nas restantes refeições, optámos por levar a comida de casa e fazer um piquenique sempre que era possível.

  • Tiveste de preencher algum tipo de documentação antes de voltar para Lisboa?

No regresso para Portugal tive de preencher um questionário dado a bordo pela Direção Geral de Saúde onde tinham de constar os meus dados pessoais, o tempo da minha viagem, qual foi o meu destino, o número do voo e o lugar.

Este questionário serve para que caso exista alguém a bordo que tenha contraído o vírus, as entidades responsáveis por esta situação, possam entrar em contacto com os restantes passageiros.

À saída do Aeroporto de Lisboa também me mediram a temperatura, algo que não aconteceu no Aeroporto de Genebra.

Espero que tenha respondido a algumas das vossas dúvidas e gostava de saber se já viajaram durante estes meses e se sim, qual foi a vossa experiência.

Fiquei atentos aos novos posts sobre esta viagem!


É fundamental que tenhamos uma responsabilidade social sobre esta questão, para tal é necessário a utilização de máscara (de forma a cobrir o nariz e a boca, mudando a máscara no máximo de 4 em 4 horas), proceder à desinfeção das mãos sempre que tocamos em algo, assim como, manter o distanciamento social e evitar ajuntamentos.


Com muito amor,

Sofia Gomes.

Uma nova aventura: Para onde é que vou viajar?

Uma nova aventura no meu blog: Para onde é que vou viajar? Após 4 meses, volto a escrever no meu blog desta vez para partilhar uma das minhas viagens preferidas.

Prontos para uma nova aventura? 🌍

Eu estou e vou contar-vos tudo! Mas primeiro? Têm algum palpite para onde vou? ✈️

Durante 4 meses estive desaparecida por questões pessoais, por vezes a vida dá voltas e nós temos que aceitar que nem todas as fases são boas, e temos de nos imaginar fora delas.

Imaginar que estamos a tomar um café em Itália, a ver um filme na nossa casa com a pessoa que mais amamos ao nosso lado, que marcamos uma viagem para Nova Iorque à última da hora com a nossa melhor amiga, que encontramos o emprego dos nossos sonhos, que vamos à Suiça só para comprar chocolates, ou que surpreendemos a nossa família, que já não vemos há algum tempo, à hora do jantar. Imaginar que as cicatrizes da nossa vida, são isso mesmo, cicatrizes que significam que já passámos por momentos difíceis, mas que fazem parte da nossa história. Imaginar que somos imbatíveis e que as oportunidades também batem à nossa porta. Imaginar que o dia de amanhã vai ser melhor que o dia de hoje.

Precisamente por estes motivos, assim que chegar vou contar-vos a minha pequena aventura pela Suiça, Genebra!! Sim, uma viagem de última da hora só para ir comprar chocolates!! (estou a brincar).

Com muito amor,

Sofia Gomes.

Experiência Erasmus: Split, Croácia

A minha experiência de Erasmus em Split, na Croácia. O meu testemunho pessoal sobre aquilo que mais gostei, os desafios que superei e o porquê de recomendar.

A minha experiência de Erasmus em Split, na Croácia. O meu testemunho pessoal sobre aquilo que mais gostei, os desafios que superei e o porquê de recomendar.

De repente dei por mim a fazer as malas, a ansiedade de colocar o que queria para 4 meses dentro de 2 malas e nenhuma era suficientemente grande.

Na altura ainda tudo parecia um sonho. Fui dormir e quando acordei, foi tudo repentino. Lembro-me de ter ido ao meu quarto pela última vez, as gavetas estavam todas vazias. O caminho para o aeroporto foi uma mistura de emoções, medo, ansiedade, aventura, coragem, tristeza e felicidade.

Tinha começado a aventura da minha vida. Despachei as malas, despedi-me da minha família e embarquei. Estava independente e por minha conta. Caí de pára-quedas num país completamente diferente com uma nova língua e uma nova cultura. Nunca me irei esquecer quando estava sentada na Estação de Zagreb e ouvi a língua croata pela primeira vez, não percebia nada, mas fiquei fascinada com a dicção.

Só me apercebi da nova realidade quando cheguei a Split e comecei a desfazer as malas.

Não foi fácil. Nada fácil. Vi imensos voos baratos para Portugal, mas não tive coragem para marcar. Pensei bastantes vezes nos meus amigos, nas coisas que poderia estar a “perder”, nos momentos em que deveria de ter estado “presente”. Só que desistir do sonho da minha vida? Nunca.

O tempo passou e comecei a adaptar-me às saudades e à nova rotina, fiz novas amizades, conheci pessoas de diferentes partes da Europa, que são incríveis e que se identificaram comigo. Comecei a fazer viagens, a descobrir novas culturas, a abrir a minha mente, viajei por 26 cidades diferentes. Até aprendi a ser minimalista e a usar apenas uma mochila pequena para 6 ou 10 dias. Aprendi a cuidar de mim, a gostar de mim, a passar tempo comigo, a acreditar no meu próprio instinto. Consegui ter novos sonhos, criei novos projetos.

Hoje dei por mim e passaram 4 meses. Fui pela última vez ao centro da minha querida cidade, Split e despedi-me, em lágrimas. O meu sonho conseguiu colidir com a minha realidade e senti-me realizada. Voltei para aquela que foi a minha casa, esvaziei os armários, fiz as malas para o regresso. E saí. Saí com o sentimento de missão cumprida.

Cheguei a Portugal e percebi que todos os meus medos iniciais foram em vão. Tudo permanece igual, mas eu? Eu estou diferente.

O Erasmus fez-me crescer, fez-me olhar para o mundo com um olhar mais crítico, fez-me perceber que na nossa vida não devemos dar espaço ao “talvez” ou “não sei”, temos de ser diretos naquilo que queremos, ou “sim” ou “não”. Esta experiência ensinou-me a respeitar mais os outros, a dar valor aos pequenos detalhes, a valorizar o meu país, a minha família, eu.

Estás indeciso?

Se estás indeciso, deixa-me dar-te um conselho. Por muito medo que tenhas, dá o passo, vai ver o mundo com os teus próprios olhos, pois não é numa sala de aula que vais aprender lições para o resto da vida. Tu tens de vivê-las, nem todos os dias vão ser fáceis, mas vive, confia, acredita em ti. Não tenhas medo de ser picado pelo “bichinho da liberdade”, vai valer apena.

Suddenly I found myself packing, the anxiety of putting what I wanted for 4 months in 2 bags and none was big enough.

At the time, everything still seemed like a dream. I went to sleep, and when I woke up, it was all sudden. I remember going to my room for the last time, the drawers were all empty. The airport’s drive was a mixture of emotions, fear, anxiety, adventure, courage, sadness, and happiness.

The adventure of my life had begun. I was on my own. I fell by parachute in a completely different country with a new language and a new culture. I will never forget when I was sitting at Zagreb Station. I heard the Croatian language for the first time. I didn’t understand anything, but I was fascinated by the diction.

I only realised the new reality when I arrived in Split and started to unpack. It was not easy. I saw lots of cheap flights to Portugal, but I didn’t dare to book. I thought a lot about my friends, about the things I could be “losing”, about the moments when I should have been “present”. But give up on the dream of my life? Never.

The time passed, and I started to adapt to the new homes and new routine. I made new friends, met people from different parts of Europe. I started taking trips, discovering new cultures, opening my mind, I travelled through 26 different cities. I even learned to be minimalist and use only a small backpack for 6 or 10 days. I learned to take care of myself, to like myself, to spend time with me, to believe in my own instinct. I managed to have new dreams, I created new projects.

Today, 4 months passed. I went for the last time to the centre of my beloved city, Split, and I said goodbye, in tears. My dream managed to collide with my reality, and I felt fulfilled. I went back to the one that was my home, emptied the cabinets, packed my bags for the return. And leave. I left with the feeling of a mission accomplished.

I arrived in Portugal and realised that all my initial fears were in vain. Everything remains the same, but me? I’m different.

Erasmus made me grow, made me look at the world with a more critical eye, made me realise that in our life we ​​must not give space to “maybes” or “I don’t know”, we have to be direct in what we want, or “yes” or “no”. This experience taught me to respect others more, value small details, to value my country, my family and me.

Are you undecided?

If you’re indecisive, let me give you some advice. Take the step and go see the world with your own eyes, because it is not in a classroom that you will learn lessons for the rest of your life. You have to live them, not every day will be easy, but live, trust, believe in you. Don’t be afraid of being bitten by the “freedom bug”, it is going to be worth it.

Bósnia Herzegovina: Roteiro de 5 cidades

Um roteiro com as 5 cidades mais deslumbrantes da Bósnia Herzegovina, um destino maravilhoso que ainda tem muito por descobrir.

Um roteiro com as 5 cidades mais deslumbrantes da Bósnia Herzegovina, um destino maravilhoso que ainda tem muito por descobrir. Neste post, vou escrever um pouco sobre as cidades por onde passei e aquilo que mais me fascinou em cada uma delas.

A vossa principal pergunta, talvez seja, porquê a Bósnia? Sinceramente, se me perguntassem um dia antes de fazer a viagem, a única resposta que poderia dar era “Porque faz fronteira com a Croácia e já que estou na Europa do Leste quero visitar o mais possível”. Hoje, posso dizer que a Bósnia roubou-me o coração pela simplicidade das pessoas que lá habitam e pelo passado trágico do país.

Uma palavra que descreva cada destino

Medjugorje ( Fé )

É um lugar muito importante para peregrinos e para imensos grupos de oração. Representa fé e espiritualidade. Diz-se que há várias aparições que ocorrem na Colina das Aparições, mas que ainda não são reconhecidas pela Igreja.

Mostar ( Divisão )

Chegámos durante noite, sem dinheiro trocado. Definitivamente, uma boa maneira de sobreviver em um país estrangeiro, mas rapidamente conseguimos resolver a situação. Quando chegámos ao hostel tivemos de recorrer à mímica e ao Google tradutor, pois a senhora que nos recebeu só sabia falar sérvio e a filha (que era a dona do hostel) estava atrasada para nos receber. Ambas foram bastante simpáticas e sem dúvida que recomendo Mostar Downtown Hostel.

A cidade é dividida pela famosa ponte Stari Most Bridge, onde se encontra uma pedra que diz “Don’t forget 93” que relata o ano em que a ponte foi bombardeada pelas tropas croatas e desabou. Vários são os edifícios da cidade que ainda mostram os sinais da guerra que acabou em 1995.

Curiosidades:

  • De um lado vive a comunidade muçulmana e do outro a comunidade cristã e aquilo que mais me chocou foi saber que existem pessoas da minha idade que nunca cruzaram a ponte. Nunca exploraram o outro lado, pois caso o façam é um pecado.
  • A população tem uma estátua de Bruce Lee, e para eles é um símbolo da paz.

Sarajevo ( Reconstrução )

  • Sobre a cidade:

O que mais me marcou nesta viagem foi a história desta cidade.

A Galeria “11/07/1995” e o Museu “Museu da Infância em Guerra”, deixaram-me completamente arrepiada e fizeram-me ter uma realidade diferente da vida.

Houveram duas histórias que me marcaram profundamente a primeira, é sobre dois irmãos, o mais novo estava a brincar no quintal, quando de repente caiu uma granada, que mudou para sempre a vida daquela família, a segunda história, é sobre uma menina que durante o período da guerra, morou na cave e a única boneca que tinha para brincar, era uma Barbie vestida de enfermeira. E querem saber qual é a sua atual profissão? Enfermeira.

  • Free Walking tour:

Fazer uma Free Walking Tour nesta cidade faz todo o sentido. Primeiro, porque quem vai a este país faz todo o sentido perceber aquilo que aconteceu e quem faz a visita à cidade, são pessoas que passaram pela aflição e pelo trauma da guerra e que contam histórias em primeira mão de como é que tudo aconteceu.

Para terminar a nossa viagem, tivemos a agradável surpresa de conhecer um homem bastante simpático de Singapura, que nos mostrou os pratos tradicionais da Bósnia e que nos acompanhou no último dia pela cidade.

  • As aventuras de Sarajevo:

Os donos do hostel onde ficámos hospedados, estavam constantemente drogados e mais uma vez chegámos a uma nova cidade durante a noite, e para nossa segurança decidimos apanhar um táxi desde a estação do autocarro até ao alojamento. A parte engraçada é que a meio da viagem, o motorista foi colocar gasolina e deixou a chaves dentro do carro, demonstrando uma total confiança em nós.

Visoko ( Amizade )

A expectativa de visitarmos as pirâmides de Visoko foi completamente destruída devido ao nevão que apanhámos e devido à falta de segurança existente. Apesar de só termos passado um dia nesta vila, não recomendo a visita.

Jajce ( Natureza )

Um sítio encantador, repleto de natureza, com umas cascatas impressionantes no meio da vila, com cabanas e com pessoas bastante simpáticas. Sem dúvida que vale apena passar por Jajce para ter um dia agradável.

Banja Luka ( Juventude )

Esta cidade é descrita como a cidade moderna e jovem da Bósnia Herzegovina onde existem bastantes universidades, discotecas e bares. Por isso, se a intenção da viagem é uma boa saída à noite, sem dúvida que este local pode surpreendê-lo.

Gastronomia

Pratos Típicos: Burek, Ćevapčići, Domaća baklava, Pljeskavica & Coffee.

Cuidados a ter

  • Não sair dos trilhos marcados, pois várias são as minas que ainda não estão desativadas.
  • Ter bastante cuidado com a carteira e passaportes.
  • Evitar andar durante a noite, sozinhos ou pouco acompanhados, pelas ruas das cidades.
  • Ter atenção ao dinheiro pedido pelos taxistas, por vezes pedem o dobro ou o triplo.

Espero que tenham gostado deste post e que se inspirem na vossa próxima viagem!

Com muito amor,

Sofia Gomes.