Viajar para Genebra em tempos de COVID

Viajar para Genebra em tempos de COVID: Este ano, apesar da situação de impasse que se está a viver, tive a oportunidade de viajar para Genebra durante duas semanas e por isso fica aqui qual foi a minha experiência.

Este ano, apesar da situação de impasse que se está a viver devido à pandemia que parou o mundo, tive a oportunidade de viajar para fora do país e fui para a Suiça francesa durante duas semanas.

Estou a escrever este post com o objetivo de responder a algumas das questões que mais me colocaram, assim como, para ajudar-vos a combater alguns dos vossos medos no que diz respeito ao assunto das viagens para fora do país e aquilo que resultou na minha experiência.

  • Achaste que o Aeroporto de Lisboa e de Genebra estavam devidamente preparados para esta situação?

Acho que sim, em momento algum senti-me insegura. Vários eram as áreas dos aeroportos que tinham pontos de desinfeção, todos os trabalhadores estavam de máscara e a dar indicações para que os passageiros pudessem cumprir o distanciamento social.

  • Qual foi a experiência que tiveste nas companhias aéreas por onde viajaste?

Para o aeroporto de Genebra fui pela Easyjet e para Lisboa vim pela TAP Air Portugal.

Em ambos os voos, a tripulação utilizava a proteção adequada. Em relação aos serviços a bordo, na Easyjet quem desejasse tomar uma refeição a bordo tinha de reservar com antecedência. Já na TAP, se desejasse uma refeição tinha de comprar a comida a bordo. Contudo, ofereceram bebidas a todos os passageiros.

Estas companhias aéreas desinfetam o avião diariamente. O embarque dos passageiros é feito gradualmente e o desembarque é efetuado por filas, de forma a evitar ajuntamentos. Para minha satisfação, a TAP à entrada de cada passageiro distribuiu toalhitas desinfetantes.

  • Tiveste algum cuidado especial durante a viagem?

Sim, tive. Em ambos os voos desinfetei o cinto de segurança, o apoio dos braços e a mesa de refeições. Liguei o ar condicionado por cima de mim para que existisse uma maior circulação do ar, evitei as idas à casa de banho e assim que entrei no aeroporto coloquei a máscara e só a retirei quando já me encontrava no destino.

  • Onde ficaste alojada?

Neste caso posso dizer que fiquei alojada em casa do meu irmão. Contudo, como a casa é partilhada, tínhamos sempre em atenção, em não utilizar a cozinha em simultâneo, desinfetar as áreas comuns antes e depois do seu uso e não utilizar os sapatos da rua em casa.

  • Como fizeste com as refeições?

Enquanto estive na Suiça/ França só fiz uma refeição fora de casa, no Mc Donald’s. Contudo senti-me bastante segura, pois as mesas estavam desinfetadas e o distanciamento social também era mantido. Antes da refeição, procedemos sempre à desinfeção das mãos.

Nas restantes refeições, optámos por levar a comida de casa e fazer um piquenique sempre que era possível.

  • Tiveste de preencher algum tipo de documentação antes de voltar para Lisboa?

No regresso para Portugal tive de preencher um questionário dado a bordo pela Direção Geral de Saúde onde tinham de constar os meus dados pessoais, o tempo da minha viagem, qual foi o meu destino, o número do voo e o lugar.

Este questionário serve para que caso exista alguém a bordo que tenha contraído o vírus, as entidades responsáveis por esta situação, possam entrar em contacto com os restantes passageiros.

À saída do Aeroporto de Lisboa também me mediram a temperatura, algo que não aconteceu no Aeroporto de Genebra.

Espero que tenha respondido a algumas das vossas dúvidas e gostava de saber se já viajaram durante estes meses e se sim, qual foi a vossa experiência.

Fiquei atentos aos novos posts sobre esta viagem!


É fundamental que tenhamos uma responsabilidade social sobre esta questão, para tal é necessário a utilização de máscara (de forma a cobrir o nariz e a boca, mudando a máscara no máximo de 4 em 4 horas), proceder à desinfeção das mãos sempre que tocamos em algo, assim como, manter o distanciamento social e evitar ajuntamentos.


Com muito amor,

Sofia Gomes.

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